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	<title>Ministério de Minas e Energia Archives - Portal da Cidade Marilia</title>
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	<description>Portal de notícias de Marília e região. Acompanhe política, polícia, esportes, empregos e tudo que acontece na cidade.</description>
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	<title>Ministério de Minas e Energia Archives - Portal da Cidade Marilia</title>
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		<title>Estudo global vê contradição em política para carvão mineral no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Airton Guimes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2026 19:24:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
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		<category><![CDATA[Carvão Mineral]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>País abandona novas usinas, mas mantém antigas até 2040 Rafael Cardoso – Repórter da Agência Brasil &#8211; Publicado em 21/05/2026 &#8211; 16:24 Foto: Ibama/Divulgação Pela primeira vez, o Brasil eliminou todas as propostas de novas usinas termelétricas a carvão mineral. Ao mesmo tempo, ampliou contratos e incentivos para manter em funcionamento empreendimentos já existentes até, pelo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>País abandona novas usinas, mas mantém antigas até 2040</p>
<p><strong>Rafael Cardoso – Repórter da Agência Brasil &#8211; Publicado em 21/05/2026 &#8211; 16:24</strong><br />
Foto: Ibama/Divulgação</p>
<p><strong>Pela primeira vez, o Brasil eliminou todas as propostas de novas usinas termelétricas a carvão mineral. Ao mesmo tempo, ampliou contratos e incentivos para manter em funcionamento empreendimentos já existentes até, pelo menos, 2040. </strong></p>
<p style="background: white;">📲<a href="https://chat.whatsapp.com/Kon1kEERtrGCMk9zZmVmQG"><strong><span style="color: #ff6600;">Participe do canal do Portal da Cidade de Marília no WhatsApp</span></strong></a></p>
<p><strong>A contradição é apontada no relatório <em>Boom and Bust</em> <em>2026</em>, da organização internacional Global Energy Monitor (GEM), que estuda a expansão do combustível fóssil pelo mundo.</strong></p>
<p>Segundo o relatório, a capacidade global de carvão cresceu 3,5% em 2025. O dado se refere ao volume total de energia que pode ser gerado pelas usinas. Por outro lado, a geração efetiva caiu 0,6%.</p>
<p>O resultado indica distanciamento entre a capacidade de produção e a quantidade do mineral efetivamente utilizado.</p>
<p>A China concentrou novos projetos e reativações, somando 161,7 gigawatt (GW) no ano passado. Já a Índia registrou 27,9 GW em novas propostas. Por outro lado, o número de países com projetos para criar usinas caiu de 38 para 32 no último ano.</p>
<p><strong>Em todo o mundo, quase 70% das unidades a carvão programadas para desativação em 2025 não foram desativadas, o que inclui 69% de desativações programadas na União Europeia e 59% nos Estados Unidos.</strong></p>
<p>Com a saída de Brasil e Honduras da lista de novos empreendimentos, a América Latina ficou sem projetos inéditos de usinas a carvão mineral em desenvolvimento.</p>
<h2>Disputa em torno de usinas a carvão</h2>
<p>Em fevereiro de 2025, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) encerrou o licenciamento da usina Nova Seival, com potência de 726 megawatts (MW), nos municípios de Candiota e Hulha Negra, no Rio Grande do Sul.</p>
<p>Em novembro, <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2025-11/ibama-arquiva-ultimo-projeto-de-usina-carvao-mineral-no-pais" target="_blank" rel="noopener">foi arquivado o processo</a> da usina Ouro Negro, com potência prevista de 600 MW, em Pedras Altas (RS).</p>
<p>Para Gregor Clark, gerente de projetos do Portal de Energia da América Latina do Global Energy Monitor, <strong>o futuro energético do país deveria ser pautado pelo abandono dos combustíveis fósseis.</strong></p>
<blockquote>
<h4>“Os impactos negativos do carvão mineral sobre o clima, a saúde e a economia são evidentes, e os custos são, em última análise, repassados aos consumidores brasileiros. Os abundantes recursos de energia renovável do Brasil oferecem um caminho muito mais seguro, acessível e sustentável”, diz Clark.</h4>
</blockquote>
<p>Ainda assim, segundo o relatório, uma série de decisões recentes aponta para outra direção.</p>
<p><strong>Em 24 de novembro de 2025, um dia após o encerramento da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém, a Câmara dos Deputados <a href="https://www.in.gov.br/web/dou/-/lei-n-15.269-de-24-de-novembro-de-2025-670727120" target="_blank" rel="noopener">aprovou a Lei nº 15.269</a>, que prorrogou até 2040 as compras obrigatórias de energia elétrica gerada por usinas a carvão.</strong></p>
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<div class="dnd-atom-rendered"><img decoding="async" class="alignleft" title="Paulo Pinto/Agência Brasil" src="https://imagens.ebc.com.br/L7VR-uqZ9ZdwSxFySSdAeRzUnpQ=/365x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/03/18/pint9807.jpg.jpeg?itok=ex6uPl2C" alt="São Paulo (SP), 18/03/2026 - Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, participa de entrevista coletiva para falar sobre Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência de 2026 - UTEs a Gás Natural, Carvão Nineral e UHEs, realizado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica e Ministério das Minas e Energia. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil" /></div>
<div class="dnd-caption-wrapper">
<h6 class="meta">Ministro de Minas e Energia, no Leilão de Reserva de Capacidade, em março &#8211; <strong>Paulo Pinto/Agência Brasil</strong></h6>
</div>
</div>
<p>Em janeiro de 2026, o governo federal contratou o Complexo Termelétrico Jorge Lacerda, em Santa Catarina, até 2040, com custo anual estimado em R$ 1,8 bilhão.</p>
<p>Em março, o Leilão de Reserva de Capacidade de 2026 (LRACP 2026) <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-03/leilao-contrata-19-mil-mw-em-leilao-historico-para-reserva-energetica" target="_blank" rel="noopener">contratou 1,4 GW de capacidade de carvão importado</a> para as usinas Itaqui, no Maranhão; e Pecém I e Pecém II, no Ceará.</p>
<p>Em abril, o Ministério de Minas e Energia (MME) aprovou a renovação até 2040 do contrato da usina Candiota II, no Rio Grande do Sul, com custo anual estimado em R$ 859 milhões.</p>
<p><strong>A unidade enfrenta disputas judiciais e questionamentos ambientais. Segundo o relatório da GEM, a estimativa é de R$ 125 milhões em multas ambientais não pagas.</strong></p>
<p>O documento também cita decisão da Justiça Federal do Rio Grande do Sul, emitida em maio de 2026, que <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-05/justica-suspende-licenca-de-operacao-da-usina-de-carvao-candiota-iii" target="_blank" rel="noopener">suspendeu a renovação da licença de operação</a> de Candiota III em ação movida pelo Instituto Internacional Arayara.</p>
<p><strong>A decisão determinou que futuras autorizações dependam da análise dos impactos climáticos, das emissões de gases de efeito estufa e do passivo ambiental acumulado.</strong></p>
<p><strong>O estudo afirma que a geração de energia a carvão no Brasil segue sustentada por contratos e subsídios embutidos nas tarifas de energia elétrica.</strong> Com a prorrogação aprovada em 2025, os custos acumulados podem superar R$ 100 bilhões até 2040.</p>
<p>Para Juliano Bueno, diretor executivo do Instituto Arayara e fundador do Observatório do Carvão Mineral, é preciso considerar também os custos ampliados da escolha pelo combustível, que incluem danos à saúde pública e ao meio ambiente.</p>
<blockquote>
<h4>“O Brasil está construindo um Mapa do Caminho rumo ao abismo climático com a inclusão do carvão mineral até 2055, conforme publicações do Plano Nacional de Transição Energética (Plante) do Ministério de Minas e Energia que está em processo de consulta pública”, diz Juliano.</h4>
</blockquote>
<h2>Transição energética</h2>
<p>Um estudo do Centre for Research on Energy and Clean Air (Crea) estima que o <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-03/minas-e-usinas-de-carvao-podem-causar-13-mil-mortes-ate-2040-diz-estudo" target="_blank" rel="noopener">complexo carbonífero de Candiota possa causar até 1,3 mil mortes</a> e gerar custos de saúde de R$ 11,7 bilhões até 2040. Os impactos atingiriam Argentina, Paraguai e Uruguai.</p>
<p><strong>O relatório também analisa a situação dos planos estaduais de transição energética justa e sustentável no Sul do país. O Paraná aparece como o único estado da região sem iniciativas concretas para áreas carboníferas, </strong>mesmo após o encerramento da Usina Termelétrica de Figueira, há três anos.</p>
<p>No Rio Grande do Sul, uma consultoria foi contratada em março de 2024 para elaborar a estratégia estadual. O documento foi concluído em fevereiro deste ano, com estratégia de continuidade da mineração e da queima do carvão. Porém, até maio de 2026, o plano ainda não havia sido apresentado oficialmente.</p>
<p>Santa Catarina realiza audiências públicas para discutir diretrizes do plano de transição com a comunidade e o setor produtivo.</p>
<h2>Posicionamento</h2>
<p><strong>O Ministério de Minas e Energia tem defendido, reiteradamente, o uso do carvão mineral e de outros combustíveis fósseis (petróleo e gás natural) na matriz brasileira para garantir a segurança energética do país.</strong></p>
<p>Na realização do LRCAP 2026 em março deste ano, a contratação de potência de gás natural e carvão foi justificada como forma de trazer mais confiabilidade ao Sistema Interligado Nacional (SIN).</p>
<p>Isso porque permitiria “potência adicional para atender à demanda em momentos críticos do sistema elétrico brasileiro, ampliando a flexibilidade”.</p>
<p><em>A <strong>Agência Brasil</strong> entrou em contato com o Ministério do Minas e Energia e mantém espaço aberto para incluir um posicionamento do órgão sobre as conclusões do estudo.</em></p>
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