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	<title>Mudanças Climáticas Archives - Portal da Cidade Marilia</title>
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	<description>Portal de notícias de Marília e região. Acompanhe política, polícia, esportes, empregos e tudo que acontece na cidade.</description>
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	<title>Mudanças Climáticas Archives - Portal da Cidade Marilia</title>
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		<title>Inverno começa neste domingo no Brasil com temperaturas elevadas e impacto do El Niño</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Airton Guimes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Jun 2026 14:30:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tempo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estação mais fria do ano inicia sob a influência do aquecimento do Oceano Pacífico, trazendo bloqueios atmosféricos e risco de chuvas extremas na Região Sul. ​Por Mariana Tokarnia &#8211; Publicado em 21/06/2026 11h24 &#8211; Foto: Paulo Pinto O inverno no Hemisfério Sul começou oficialmente às 5h24 deste domingo (21). A estação, tradicionalmente marcada por temperaturas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Estação mais fria do ano inicia sob a influência do aquecimento do Oceano Pacífico, trazendo bloqueios atmosféricos e risco de chuvas extremas na Região Sul.</p>
<p>​<strong>Por Mariana Tokarnia &#8211; Publicado em 21/06/2026 11h24 &#8211; </strong>Foto: Paulo Pinto</p>
<p>O inverno no Hemisfério Sul começou oficialmente às 5h24 deste domingo (21). A estação, tradicionalmente marcada por temperaturas baixas e dias mais curtos, terminará em 22 de setembro, dando espaço para a primavera. No entanto, as previsões para este ano indicam uma dinâmica diferente, com os termômetros registrando marcas acima da média histórica para o período em grande parte do país.</p>
<p>​<strong>O Impacto Global do Fenômeno El Niño</strong></p>
<p>O principal responsável pelas alterações climáticas é o El Niño, cuja consolidação foi confirmada pela Agência dos Estados Unidos para Oceanos e Atmosfera (Noaa). O fenômeno se caracteriza pelo aquecimento anormal da região equatorial do Oceano Pacífico e altera a circulação de ventos. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a anomalia térmica vai impedir que as frentes frias avancem com força pelas regiões Sudeste e Centro-Oeste.</p>
<p>​<strong>Risco de Chuvas Extremas no Sul</strong></p>
<p>Além de provocar uma atmosfera mais quente, o El Niño altera o regime de precipitações no território nacional. O meteorologista do Inmet, Melquizedek Rafael Duarte da Silva, alerta que o fenômeno favorece a ocorrência de eventos extremos de chuva na Região Sul. Como o inverno já é um período tipicamente chuvoso nessa área, a influência do aquecimento do Pacífico pode agravar temporais e concentrar grandes volumes de água em curtos intervalos de tempo.</p>
<p>​<strong>Mudanças Climáticas Dificultam Previsões</strong></p>
<p>Os especialistas apontam que traçar cenários de longo prazo tem sido um desafio crescente para a ciência. O aquecimento global e as mudanças climáticas desregularam a duração exata dos fenômenos meteorológicos. Períodos de estiagem, calor ou chuva que antes duravam cerca de dois meses, hoje estão se estendendo por até cinco meses, o que modifica a previsibilidade e a estabilidade das estações.</p>
<p>​<strong>A Dinâmica Astronômica do Inverno</strong></p>
<p>Do ponto de vista astronômico, o inverno ocorre quando o Hemisfério Sul recebe menos radiação solar devido à inclinação da Terra, enquanto o Hemisfério Norte passa pelo verão. Por conta da vasta extensão territorial do Brasil, a estação é sentida de formas distintas. No Chuí (RS), o extremo sul do país, os dias têm menos de 10 horas de luz solar, com o amanhecer tardio e o anoitecer precoce.</p>
<p>​<strong>Estabilidade Térmica na Linha do Equador</strong></p>
<p>A realidade é completamente oposta nas áreas próximas à Linha do Equador. Na cidade de Macapá (AP), os horários do nascer e do pôr do sol permanecem praticamente inalterados durante os 12 meses do ano, variando apenas alguns minutos. Por essa razão geográfica, a capital amapaense não apresenta estações climáticas bem definidas, mantendo um padrão térmico constante mesmo durante o inverno.</p>
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		<title>Brasil projeta Centro Nacional de Emergências em Saúde Pública para prevenção de novas pandemias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Airton Guimes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Jun 2026 13:21:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Ciencia]]></category>
		<category><![CDATA[Crise Sanitaria]]></category>
		<category><![CDATA[Epidemias]]></category>
		<category><![CDATA[Fiocruz]]></category>
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		<category><![CDATA[SUS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nova instituição operará vinculada ao Ministério da Saúde e sob gestão da Fiocruz; foco é garantir respostas rápidas e baseadas em evidências científicas. Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil – Publicado em 20/06/2026 – 10:19 – Foto: Reuters / Rahel Patrasso Até o final deste ano, o Brasil deverá criar um centro para o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p data-path-to-node="3">Nova instituição operará vinculada ao Ministério da Saúde e sob gestão da Fiocruz; foco é garantir respostas rápidas e baseadas em evidências científicas.</p>
<p data-path-to-node="4"><strong>Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil – Publicado em 20/06/2026 – 10:19</strong> – Foto: Reuters / Rahel Patrasso</p>
<p data-path-to-node="5">Até o final deste ano, o Brasil deverá criar um centro para o enfrentamento de emergências em saúde pública. A proposta é que o <b data-path-to-node="5" data-index-in-node="163">Centro Brasileiro de Emergências em Saúde Pública (Cbesp)</b>, como vem sendo chamado, seja uma instituição para tornar o país mais resiliente e preparado para enfrentar futuras epidemias, surtos e outras emergências sanitárias e até climáticas.</p>
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<p data-path-to-node="6"><b data-path-to-node="6" data-index-in-node="0">Integração ao SUS e Governança da Fiocruz</b></p>
<p data-path-to-node="6">A ideia foi idealizada pelo Instituto Todos pela Saúde (ITpS) e vem sendo estudada há alguns anos por especialistas de diversas instituições do país. O grupo planejou uma estrutura que respeite as normas do Regulamento Sanitário Internacional (RSI), que seja integrada ao <b data-path-to-node="6" data-index-in-node="314">Sistema Único de Saúde (SUS)</b> e vinculada ao Ministério da Saúde, tendo sua governança sob a responsabilidade da <b data-path-to-node="6" data-index-in-node="426">Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)</b>.</p>
<p data-path-to-node="7"><b data-path-to-node="7" data-index-in-node="0">Financiamento e Recursos Orçamentários</b></p>
<p data-path-to-node="7">Segundo a proposta, as verbas para o funcionamento do centro seriam provenientes do <b data-path-to-node="7" data-index-in-node="123">Orçamento Geral da União</b>. Também está prevista a captação de recursos complementar por meio de convênios internacionais e geração de receitas próprias para assegurar a sustentabilidade financeira do projeto.</p>
<p data-path-to-node="8"><b data-path-to-node="8" data-index-in-node="0">Atuação Intersetorial e em Rede</b></p>
<p data-path-to-node="8">A proposta prevê que o centro funcione em lógica de rede, trabalhando de forma estreita e colaborativa com o Ministério da Saúde, as secretarias estaduais e municipais, universidades e instituições de pesquisa. Uma de suas grandes inovações será a <b data-path-to-node="8" data-index-in-node="280">intersetorialidade</b>, promovendo a colaboração permanente entre diferentes setores do governo — como saúde, meio ambiente, agricultura, ciência, tecnologia e inovação —, além de garantir articulação com a sociedade civil, conforme explicou Gerson Penna, diretor-presidente do ITpS.</p>
<p data-path-to-node="9"><b data-path-to-node="9" data-index-in-node="0">Blindagem Política como Política de Estado</b></p>
<p data-path-to-node="9">Em entrevista à Agência Brasil, Penna ressaltou que o centro vem sendo planejado como uma <b data-path-to-node="9" data-index-in-node="133">política de Estado e não de governo</b>, para não ser suscetível a intercorrências políticas, como ocorreu durante a pandemia de covid-19. Uma estrutura permanente com foco em prevenção, preparação e resposta a emergências em saúde pública ajudará o Brasil a reagir mais prontamente às crises.</p>
<p data-path-to-node="10"><b data-path-to-node="10" data-index-in-node="0">Lições Aprendidas com a Pandemia</b></p>
<p data-path-to-node="10">Segundo o diretor-presidente do ITpS, a pandemia de covid-19 expôs as vulnerabilidades do sistema de saúde do país. Apesar da imensa capacidade do SUS, o Brasil sofreu com a falta de coordenação do governo federal, com uma comunicação inconsistente e com os ataques do negacionismo científico, de forma que o novo centro trará uma <b data-path-to-node="10" data-index-in-node="364">perspectiva nacional unificada e baseada exclusivamente nas melhores evidências científicas</b>.</p>
<p data-path-to-node="11"><b data-path-to-node="11" data-index-in-node="0">Monitoramento Global e Emergências Climáticas</b></p>
<p data-path-to-node="11">Uma das funções do Centro será o monitoramento de riscos e estratégias de prevenção, controle e combate a futuras epidemias e pandemias, além da implementação da <b data-path-to-node="11" data-index-in-node="208">Política Nacional de Emergências de Saúde Pública (Pnesp)</b>. O órgão trabalhará em um cenário global complexo, fortemente impactado pelas <b data-path-to-node="11" data-index-in-node="344">emergências climáticas, pelo desmatamento e pelos deslocamentos populacionais</b>, atuando contra ameaças simultâneas como dengue, mpox, oropouche e gripe aviária.</p>
<p data-path-to-node="12"><b data-path-to-node="12" data-index-in-node="0">Mais Agilidade nas Respostas Sanitárias</b></p>
<p data-path-to-node="12">Com o novo centro, as respostas para situações de emergência poderão ser mais ágeis e articuladas. O ex-ministro da Saúde José Gomes Temporão, que participou do grupo de especialistas, reforçou que a estruturação de uma organização específica com uma <b data-path-to-node="12" data-index-in-node="291">área de inteligência epidemiológica</b> em conjunto com estados e municípios dará uma solução muito mais ágil e adequada para o país.</p>
<p data-path-to-node="13"><b data-path-to-node="13" data-index-in-node="0">Formação de Corpo Técnico Permanente</b></p>
<p data-path-to-node="13">Entre as vantagens desse centro estariam a constituição de uma governança específica e de uma <b data-path-to-node="13" data-index-in-node="131">equipe técnica de alta qualidade e permanente</b>. Essa nova governança criará um corpo técnico especializado cobrindo as várias áreas que envolvem a questão da detecção, do manejo, do enfrentamento, da comunicação e da avaliação das crises.</p>
<p data-path-to-node="14"><b data-path-to-node="14" data-index-in-node="0">Discussão de Projeto de Lei e Próximos Passos</b></p>
<p data-path-to-node="14">A expectativa do governo federal é que o centro seja criado ainda neste ano, segundo a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Mariângela Simão. Há um <b data-path-to-node="14" data-index-in-node="226">projeto de lei em andamento</b> para instituir essa política de estado, garantindo que o gerenciamento técnico fique resguardado de decisões políticas sem amparo internacional, enquanto os detalhes operacionais seguem em discussão no âmbito da Fiocruz.</p>
<p data-path-to-node="15"><b data-path-to-node="15" data-index-in-node="0">Necessidade de Atualização do Arcabouço Legal</b></p>
<p data-path-to-node="15">O Ministério da Saúde ainda estuda como será encaminhada a proposta de criação. Gerson Penna defende que as leis que vigoraram na pandemia perderam a validade e o país necessita de respostas duradouras com urgência, projetando que as discussões avancem ao longo do ano para que o centro comece a ser efetivamente <b data-path-to-node="15" data-index-in-node="359">implementado em 2027</b>.</p>
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		<item>
		<title>Recordes e mortes: Onda de calor sem precedentes acende alerta vermelho na França e Reino Unido</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Airton Guimes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 13:21:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Aquecimento Global]]></category>
		<category><![CDATA[Cúpula de Calor]]></category>
		<category><![CDATA[Europa Ocidental]]></category>
		<category><![CDATA[Incêndios Florestais]]></category>
		<category><![CDATA[Météo-France]]></category>
		<category><![CDATA[Mudanças Climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Onda de Calor]]></category>
		<category><![CDATA[Recorde de Temperatura]]></category>
		<category><![CDATA[Reino Unido 35C]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Pública]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma massa de ar quente vinda do Norte da África elevou as temperaturas em até 15 °C acima da média histórica na Europa Ocidental. O fenômeno extremo gerou marcas inéditas em maio, mortes por parada cardíaca e afogamentos, além de incêndios florestais. Por Jônatas Levi/O Globo — Publicado em 27 de maio de 2026 às [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p data-path-to-node="3">Uma massa de ar quente vinda do Norte da África elevou as temperaturas em até 15 °C acima da média histórica na Europa Ocidental. O fenômeno extremo gerou marcas inéditas em maio, mortes por parada cardíaca e afogamentos, além de incêndios florestais.</p>
<p data-path-to-node="4"><strong>Por Jônatas Levi/O Globo — Publicado em 27 de maio de 2026 às 10:21 &#8211;</strong> Foto: Daniel LEAL / AFP</p>
<p data-path-to-node="8">Uma onda de calor fora de época provocou um cenário alarmante e de contornos nos históricos em diferentes nações da Europa Ocidental. O fenômeno, impulsionado por uma forte <b data-path-to-node="8" data-index-in-node="169">“cúpula de calor”</b> — um sistema meteorológico de alta pressão que atua como uma tampa, aprisionando o ar quente e bloqueando massas frias —, elevou os termômetros a marcas até <b data-path-to-node="8" data-index-in-node="344">15 °C acima da média</b> prevista para o fim da primavera. O calor extremo colocou os sistemas de saúde e segurança de Reino Unido, França, Espanha e Portugal em alerta máximo devido ao registro de mortes, incêndios em vegetação e colapsos em serviços públicos.</p>
<figure style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://s2-oglobo.glbimg.com/Twy0_XKeTH6dOq2rrhQT_Z8eR9s=/1600x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2025/z/p/Q6zhYXQbWxCc5dFgVU5Q/111567336-people-cool-off-underneath-water-fountains-in-the-madrid-rio-recreation-area-during-the-fi.jpg" alt="Pessoas se refrescam sob fontes de água na área de lazer Madri por conta da primeira onda de calor do verão. — Foto: Thomas Coex / AFP" width="1600" height="1068" /><figcaption class="wp-caption-text">Foto: Thomas Coex/ AFP</figcaption></figure>
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<h3 data-path-to-node="10">Recorde centenário é pulverizado no Reino Unido</h3>
<p data-path-to-node="11">O Reino Unido viveu nesta terça-feira o dia de maio mais quente desde que as medições meteorológicas oficiais começaram no país. De acordo com o instituto oficial Met Office, os termômetros atingiram a marca de <b data-path-to-node="11" data-index-in-node="211">35 °C em Londres</b>, quebrando o recorde histórico de 32,8 °C que persistia desde 1922 (e que havia sido igualado apenas em 1944).</p>
<figure style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" src="https://s2-oglobo.glbimg.com/CVOIeEn3hm3z6d-7Xpp57w66gQE=/1600x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2025/l/P/o9VHjaT9qQAnBJlNV59g/111568672-a-woman-uses-a-hand-fan-in-a-park-during-the-first-heatwave-of-the-summer-in-madrid-on-jun.jpg" alt="Mulher usa um leque para se refrescar em parque de Madri durante a primeira onda de calor do verão — Foto: Thomas Coex/ AFP" width="1600" height="1107" /><figcaption class="wp-caption-text">Foto: Thomas Coex/ AFP</figcaption></figure>
<p data-path-to-node="12">A capital britânica também experimentou o fenômeno raro da “noite tropical”, quando a temperatura não recua abaixo dos 20 °C na madrugada. Em uma cidade historicamente despreparada para o calor severo, o cotidiano foi severamente impactado:</p>
<ul data-path-to-node="13">
<li>
<p data-path-to-node="13,0,0">Passageiros relataram mal-estar em vagões de metrô desprovidos de ar-condicionado;</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="13,1,0">Regiões do sudeste da Inglaterra registraram desabastecimento de água devido à explosão no consumo urbano;</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="13,2,0">Pelo menos quatro mortes por afogamento foram registradas — incluindo três adolescentes em lagos e reservatórios e um idoso de 60 anos no mar.</p>
</li>
</ul>
<p data-path-to-node="14">Na Escócia, o clima seco e a alta temperatura alimentaram um incêndio florestal de grandes proporções nos arredores de Arthur’s Seat, colina icônica que circunda a paisagem da capital Edimburgo.</p>
<figure style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" src="https://s2-oglobo.glbimg.com/a4zj7sRp5zSoUqi_-6gqr8AcX6c=/1600x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2025/1/U/O5Yj8lTVA43i0OfzTMQQ/111566600-a-woman-holds-an-umbrella-to-protect-herself-from-the-sun-on-a-hot-summer-day-in-rome-near.jpg" alt="Uma mulher segura um guarda-chuva para se proteger do sol em um dia quente de verão, em Roma. — Foto: Tiziana Fabi / AFP" width="1600" height="1161" /><figcaption class="wp-caption-text">Foto: Thomas Coex/ AFP</figcaption></figure>
<h3 data-path-to-node="16">França, Espanha e Portugal enfrentam marcas de &#8220;pleno verão&#8221;</h3>
<p data-path-to-node="17">Na França, a agência Météo-France classificou o calor atual como algo &#8220;sem precedentes para a temporada&#8221;. Cidades do sudoeste, como Nantes, registraram picos de até 35 °C, enquanto Paris projeta marcas de 32 °C para os próximos dias. O governo francês associou diretamente <b data-path-to-node="17" data-index-in-node="273">sete mortes</b> ao estresse térmico na última semana, englobando cinco afogamentos e duas paradas cardíacas de atletas durante competições esportivas de alta intensidade — uma delas na modalidade <i data-path-to-node="17" data-index-in-node="465">Hyrox</i>, em Lyon.</p>
<blockquote data-path-to-node="18">
<h4 data-path-to-node="18,0">&#8220;Tanto as temperaturas máximas quanto as mínimas deverão atingir níveis sem precedentes para a temporada em diversas regiões. O calor é provocado por uma massa de ar quente vinda do Norte da África, associada a uma área persistente de alta pressão atmosférica&#8221;, alertou a Météo-France em comunicado oficial.</h4>
</blockquote>
<p data-path-to-node="19">A situação é similar na Península Ibérica. A agência espanhola Aemet reportou que Sevilha anotou 38 °C no último fim de semana, com projeções de <b data-path-to-node="19" data-index-in-node="145">40 °C</b> para o interior do país nos próximos dias — padrões climáticos típicos dos meses de julho e agosto. Em Portugal, o governo emitiu restrições e alertas para o risco crítico de incêndios florestais nas regiões do interior, ordenando a proibição de trabalhos ao ar livre nos horários de pico do sol.</p>
<figure style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://s2-oglobo.glbimg.com/dxAVT9tZcHIp1UZ3hqKtoVUROks=/1600x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2025/Y/A/hHfM2jQuuGymBA9tuAPw/111590949-members-of-the-public-use-fans-to-keep-cool-in-the-sun-as-they-watch-the-mens-singles-fir.jpg" alt="Público enfrenta calor para acompanhar partidas em Wimbledon — Foto: Henry Nicholls/AFP" width="1600" height="1067" /><figcaption class="wp-caption-text">Foto: Thomas Coex/ AFP</figcaption></figure>
<p data-path-to-node="20">Cientistas e climatologistas são categóricos em ligar a antecipação dessas ondas de calor diretamente às mudanças climáticas globais causadas pela ação humana. Estudos apontam que o continente europeu é, atualmente, a área geográfica que se aquece mais rapidamente em todo o planeta. Como reflexo dessa vulnerabilidade, dados consolidados revelam que mais de 62 mil pessoas morreram por complicações associadas ao calor na Europa apenas durante o ano de 2024.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Estudo global vê contradição em política para carvão mineral no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Airton Guimes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2026 19:24:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Candiota]]></category>
		<category><![CDATA[Carvão Mineral]]></category>
		<category><![CDATA[Global Energy Monitor]]></category>
		<category><![CDATA[Ibama]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério de Minas e Energia]]></category>
		<category><![CDATA[Mudanças Climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Setor Elétrico]]></category>
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		<category><![CDATA[Termoelétricas]]></category>
		<category><![CDATA[Transição Energética]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>País abandona novas usinas, mas mantém antigas até 2040 Rafael Cardoso – Repórter da Agência Brasil &#8211; Publicado em 21/05/2026 &#8211; 16:24 Foto: Ibama/Divulgação Pela primeira vez, o Brasil eliminou todas as propostas de novas usinas termelétricas a carvão mineral. Ao mesmo tempo, ampliou contratos e incentivos para manter em funcionamento empreendimentos já existentes até, pelo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>País abandona novas usinas, mas mantém antigas até 2040</p>
<p><strong>Rafael Cardoso – Repórter da Agência Brasil &#8211; Publicado em 21/05/2026 &#8211; 16:24</strong><br />
Foto: Ibama/Divulgação</p>
<p><strong>Pela primeira vez, o Brasil eliminou todas as propostas de novas usinas termelétricas a carvão mineral. Ao mesmo tempo, ampliou contratos e incentivos para manter em funcionamento empreendimentos já existentes até, pelo menos, 2040. </strong></p>
<p style="background: white;">📲<a href="https://chat.whatsapp.com/Kon1kEERtrGCMk9zZmVmQG"><strong><span style="color: #ff6600;">Participe do canal do Portal da Cidade de Marília no WhatsApp</span></strong></a></p>
<p><strong>A contradição é apontada no relatório <em>Boom and Bust</em> <em>2026</em>, da organização internacional Global Energy Monitor (GEM), que estuda a expansão do combustível fóssil pelo mundo.</strong></p>
<p>Segundo o relatório, a capacidade global de carvão cresceu 3,5% em 2025. O dado se refere ao volume total de energia que pode ser gerado pelas usinas. Por outro lado, a geração efetiva caiu 0,6%.</p>
<p>O resultado indica distanciamento entre a capacidade de produção e a quantidade do mineral efetivamente utilizado.</p>
<p>A China concentrou novos projetos e reativações, somando 161,7 gigawatt (GW) no ano passado. Já a Índia registrou 27,9 GW em novas propostas. Por outro lado, o número de países com projetos para criar usinas caiu de 38 para 32 no último ano.</p>
<p><strong>Em todo o mundo, quase 70% das unidades a carvão programadas para desativação em 2025 não foram desativadas, o que inclui 69% de desativações programadas na União Europeia e 59% nos Estados Unidos.</strong></p>
<p>Com a saída de Brasil e Honduras da lista de novos empreendimentos, a América Latina ficou sem projetos inéditos de usinas a carvão mineral em desenvolvimento.</p>
<h2>Disputa em torno de usinas a carvão</h2>
<p>Em fevereiro de 2025, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) encerrou o licenciamento da usina Nova Seival, com potência de 726 megawatts (MW), nos municípios de Candiota e Hulha Negra, no Rio Grande do Sul.</p>
<p>Em novembro, <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2025-11/ibama-arquiva-ultimo-projeto-de-usina-carvao-mineral-no-pais" target="_blank" rel="noopener">foi arquivado o processo</a> da usina Ouro Negro, com potência prevista de 600 MW, em Pedras Altas (RS).</p>
<p>Para Gregor Clark, gerente de projetos do Portal de Energia da América Latina do Global Energy Monitor, <strong>o futuro energético do país deveria ser pautado pelo abandono dos combustíveis fósseis.</strong></p>
<blockquote>
<h4>“Os impactos negativos do carvão mineral sobre o clima, a saúde e a economia são evidentes, e os custos são, em última análise, repassados aos consumidores brasileiros. Os abundantes recursos de energia renovável do Brasil oferecem um caminho muito mais seguro, acessível e sustentável”, diz Clark.</h4>
</blockquote>
<p>Ainda assim, segundo o relatório, uma série de decisões recentes aponta para outra direção.</p>
<p><strong>Em 24 de novembro de 2025, um dia após o encerramento da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém, a Câmara dos Deputados <a href="https://www.in.gov.br/web/dou/-/lei-n-15.269-de-24-de-novembro-de-2025-670727120" target="_blank" rel="noopener">aprovou a Lei nº 15.269</a>, que prorrogou até 2040 as compras obrigatórias de energia elétrica gerada por usinas a carvão.</strong></p>
<div class="dnd-widget-wrapper context-medio_4colunas type-image atom-align-left">
<div class="dnd-atom-rendered"><img decoding="async" class="alignleft" title="Paulo Pinto/Agência Brasil" src="https://imagens.ebc.com.br/L7VR-uqZ9ZdwSxFySSdAeRzUnpQ=/365x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/03/18/pint9807.jpg.jpeg?itok=ex6uPl2C" alt="São Paulo (SP), 18/03/2026 - Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, participa de entrevista coletiva para falar sobre Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência de 2026 - UTEs a Gás Natural, Carvão Nineral e UHEs, realizado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica e Ministério das Minas e Energia. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil" /></div>
<div class="dnd-caption-wrapper">
<h6 class="meta">Ministro de Minas e Energia, no Leilão de Reserva de Capacidade, em março &#8211; <strong>Paulo Pinto/Agência Brasil</strong></h6>
</div>
</div>
<p>Em janeiro de 2026, o governo federal contratou o Complexo Termelétrico Jorge Lacerda, em Santa Catarina, até 2040, com custo anual estimado em R$ 1,8 bilhão.</p>
<p>Em março, o Leilão de Reserva de Capacidade de 2026 (LRACP 2026) <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-03/leilao-contrata-19-mil-mw-em-leilao-historico-para-reserva-energetica" target="_blank" rel="noopener">contratou 1,4 GW de capacidade de carvão importado</a> para as usinas Itaqui, no Maranhão; e Pecém I e Pecém II, no Ceará.</p>
<p>Em abril, o Ministério de Minas e Energia (MME) aprovou a renovação até 2040 do contrato da usina Candiota II, no Rio Grande do Sul, com custo anual estimado em R$ 859 milhões.</p>
<p><strong>A unidade enfrenta disputas judiciais e questionamentos ambientais. Segundo o relatório da GEM, a estimativa é de R$ 125 milhões em multas ambientais não pagas.</strong></p>
<p>O documento também cita decisão da Justiça Federal do Rio Grande do Sul, emitida em maio de 2026, que <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-05/justica-suspende-licenca-de-operacao-da-usina-de-carvao-candiota-iii" target="_blank" rel="noopener">suspendeu a renovação da licença de operação</a> de Candiota III em ação movida pelo Instituto Internacional Arayara.</p>
<p><strong>A decisão determinou que futuras autorizações dependam da análise dos impactos climáticos, das emissões de gases de efeito estufa e do passivo ambiental acumulado.</strong></p>
<p><strong>O estudo afirma que a geração de energia a carvão no Brasil segue sustentada por contratos e subsídios embutidos nas tarifas de energia elétrica.</strong> Com a prorrogação aprovada em 2025, os custos acumulados podem superar R$ 100 bilhões até 2040.</p>
<p>Para Juliano Bueno, diretor executivo do Instituto Arayara e fundador do Observatório do Carvão Mineral, é preciso considerar também os custos ampliados da escolha pelo combustível, que incluem danos à saúde pública e ao meio ambiente.</p>
<blockquote>
<h4>“O Brasil está construindo um Mapa do Caminho rumo ao abismo climático com a inclusão do carvão mineral até 2055, conforme publicações do Plano Nacional de Transição Energética (Plante) do Ministério de Minas e Energia que está em processo de consulta pública”, diz Juliano.</h4>
</blockquote>
<h2>Transição energética</h2>
<p>Um estudo do Centre for Research on Energy and Clean Air (Crea) estima que o <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-03/minas-e-usinas-de-carvao-podem-causar-13-mil-mortes-ate-2040-diz-estudo" target="_blank" rel="noopener">complexo carbonífero de Candiota possa causar até 1,3 mil mortes</a> e gerar custos de saúde de R$ 11,7 bilhões até 2040. Os impactos atingiriam Argentina, Paraguai e Uruguai.</p>
<p><strong>O relatório também analisa a situação dos planos estaduais de transição energética justa e sustentável no Sul do país. O Paraná aparece como o único estado da região sem iniciativas concretas para áreas carboníferas, </strong>mesmo após o encerramento da Usina Termelétrica de Figueira, há três anos.</p>
<p>No Rio Grande do Sul, uma consultoria foi contratada em março de 2024 para elaborar a estratégia estadual. O documento foi concluído em fevereiro deste ano, com estratégia de continuidade da mineração e da queima do carvão. Porém, até maio de 2026, o plano ainda não havia sido apresentado oficialmente.</p>
<p>Santa Catarina realiza audiências públicas para discutir diretrizes do plano de transição com a comunidade e o setor produtivo.</p>
<h2>Posicionamento</h2>
<p><strong>O Ministério de Minas e Energia tem defendido, reiteradamente, o uso do carvão mineral e de outros combustíveis fósseis (petróleo e gás natural) na matriz brasileira para garantir a segurança energética do país.</strong></p>
<p>Na realização do LRCAP 2026 em março deste ano, a contratação de potência de gás natural e carvão foi justificada como forma de trazer mais confiabilidade ao Sistema Interligado Nacional (SIN).</p>
<p>Isso porque permitiria “potência adicional para atender à demanda em momentos críticos do sistema elétrico brasileiro, ampliando a flexibilidade”.</p>
<p><em>A <strong>Agência Brasil</strong> entrou em contato com o Ministério do Minas e Energia e mantém espaço aberto para incluir um posicionamento do órgão sobre as conclusões do estudo.</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Santa Catarina decreta alerta climático de 180 dias por risco de El Niño extremo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Airton Guimes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 May 2026 11:21:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura Sul]]></category>
		<category><![CDATA[Defesa Civil]]></category>
		<category><![CDATA[El Niño 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Fundec]]></category>
		<category><![CDATA[Jorginho Mello]]></category>
		<category><![CDATA[Mudanças Climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[NOAA]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Catarina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Medida de caráter preventivo visa modernizar barragens e agilizar decretos municipais de emergência; cientistas alertam para impacto na produção de alimentos e picos de intensidade no verão de 2027 Por Guilherme Jeronymo &#8211; Repórter da Agência Brasil &#8211; Publicado em 18/05/2026 &#8211; 22:19 &#8211;Foto &#8211; Valter Campanato O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, assinou [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h6 data-path-to-node="4">Medida de caráter preventivo visa modernizar barragens e agilizar decretos municipais de emergência; cientistas alertam para impacto na produção de alimentos e picos de intensidade no verão de 2027</h6>
<div class="autor-noticia"><strong>Por Guilherme Jeronymo &#8211; Repórter da Agência Brasil &#8211; Publicado em 18/05/2026 &#8211; 22:19 &#8211;</strong>Foto &#8211; Valter Campanato</div>
<div></div>
<div class="autor-noticia">O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, assinou nesta segunda-feira (18) um decreto que estabelece estado de alerta climático em todo o território catarinense pelo prazo de 180 dias. A medida possui caráter estritamente preventivo e estratégico, tendo como principal finalidade blindar o estado e coordenar ações integradas de mitigação de danos — com foco em chuvas torrenciais, deslizamentos e alagamentos severos — decorrentes da iminente consolidação do fenômeno meteorológico El Niño.</div>
<div></div>
<div>
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</div>
<p data-path-to-node="8">Diferente de ações reativas, a administração estadual enfatizou que não se trata do desencadeamento de uma situação de emergência ou de um estado de calamidade pública em vigor. O intuito primordial é garantir segurança jurídica, orçamentária e operacional para que os órgãos estaduais possam se antecipar aos eventos severos, realizando investimentos imediatos em monitoramento, capacitação técnica de equipes de salvamento e obras de modernização na infraestrutura das barragens catarinenses.</p>
<h3 data-path-to-node="10">Regras Claras para Emergências e Uso do Fundec</h3>
<p data-path-to-node="11">O decreto, que possui vigência inicial prevista até o mês de novembro deste ano (com possibilidade real de prorrogação), inova ao criar critérios matemáticos e objetivos para que as administrações municipais possam formalizar pedidos de socorro e apoio financeiro. De acordo com o documento governamental, os municípios afetados por tempestades poderão declarar situação de emergência de forma desburocratizada caso comprovem os seguintes indicadores:</p>
<ul data-path-to-node="12">
<li>
<p data-path-to-node="12,0,0"><b data-path-to-node="12,0,0" data-index-in-node="0">Volume de Chuva:</b> Precipitação pluviométrica superior à marca de 80 milímetros em um período de 24 horas;</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="12,1,0"><b data-path-to-node="12,1,0" data-index-in-node="0">Logística e Assistência:</b> Registro de famílias desabrigadas ou desalojadas e interrupção prolongada de serviços públicos essenciais (como fornecimento de água e energia elétrica);</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="12,2,0"><b data-path-to-node="12,2,0" data-index-in-node="0">Geologia e Monitoramento:</b> Ocorrência de deslizamentos de terra ou a emissão formal de alertas de nível &#8220;Laranja&#8221; ou &#8220;Vermelho&#8221; por parte dos radares da Defesa Civil estadual.</p>
</li>
</ul>
<p data-path-to-node="13">Além disso, a canetada executiva autoriza a imediata convocação e remanejamento de servidores públicos de diferentes secretarias para reforçar os quadros da Defesa Civil, bem como a liberação de aportes financeiros custeados pelo Fundo Estadual de Proteção e Defesa Civil (Fundec) para financiar obras de engenharia preventiva. Vale lembrar que Santa Catarina guarda em seu histórico cicatrizes profundas de enchentes devastadoras associadas ao El Niño, com destaque para as crises climáticas registradas nos anos de 1983 e, mais recentemente, em 2023.</p>
<h3 data-path-to-node="15">Radiografia do El Niño: O Que Diz a Ciência Global</h3>
<p data-path-to-node="16">O El Niño se caracteriza pelo aquecimento anômalo e sistemático das águas superficiais do Oceano Pacífico de forma equatorial, alterando o padrão de circulação de ventos e massas de ar em escala global. No início de maio, os oceanos operavam em faixa de neutralidade, mas dados mais recentes do <i data-path-to-node="16" data-index-in-node="295">National Oceanic and Atmospheric Administration</i> (NOAA) — agência federal de meteorologia e oceanografia dos Estados Unidos — apontam uma probabilidade superior a 80% de que o fenômeno se instale oficialmente a partir de julho deste ano, com elevação térmica das águas acima de 0,5°C.</p>
<p data-path-to-node="17">O planejamento governamental brasileiro apoia-se em relatórios de diferentes órgãos de monitoramento científico:</p>
<div class="code-block ng-tns-c512698880-63 ng-animate-disabled ng-trigger ng-trigger-codeBlockRevealAnimation" data-hveid="0" data-ved="0CAAQhtANahcKEwix8bWim8WUAxUAAAAAHQAAAAAQRA">
<div class="formatted-code-block-internal-container ng-tns-c512698880-63">
<div class="animated-opacity ng-tns-c512698880-63">
<pre class="ng-tns-c512698880-63"><code class="code-container formatted ng-tns-c512698880-63 no-decoration-radius" role="text" data-test-id="code-content">[Julho 2026] -----------------&gt; Instalação Oficial do El Niño (Probabilidade &gt; 80%)
                                        ↓
[Primavera 2026] -------------&gt; Alertas de Chuvas Acima da Média no RS e SC (Cemaden)
                                        ↓
[Dezembro 2026 a Janeiro 2027] -&gt; Pico de Intensidade do Fenômeno (Previsão do NOAA)
</code></pre>
</div>
</div>
</div>
<p data-path-to-node="19">No cenário doméstico, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) já emitiu notas técnicas direcionadas aos estados do Sul, reforçando que o segundo semestre de 2026 e o início de 2027 experimentarão volumes de chuva drasticamente superiores à média climatológica histórica, acompanhados de picos térmicos atípicos.</p>
<h3 data-path-to-node="20">Ameaça ao Prato do Brasileiro e Alerta Internacional</h3>
<p data-path-to-node="21">A preocupação com o El Niño ultrapassa as fronteiras da infraestrutura urbana e acende um sinal de alerta vermelho no campo. Diversos institutos vinculados ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) emitiram pareceres advertindo sobre o elevado risco que o excesso de umidade trará para as lavouras do Sul do país. A instabilidade climática severa pode comprometer safras inteiras de culturas de subsistência e consumo em massa dos brasileiros, incluindo o arroz, o feijão e o milho, o que projeta um cenário de pressão inflacionária sobre os alimentos no varejo.</p>
<p data-path-to-node="22">Em escala global, o boletim do NOAA indica que o fenômeno atual pode apresentar contornos extremos, registrando anomalias de variação de temperatura de até dois graus Celsius adicionais entre novembro de 2026 e fevereiro de 2027. O patamar alarmante levou a costa oeste dos Estados Unidos a iniciar planos de evacuação e contingenciamento contra inundações costeiras severas, uma vez que a combinação entre oceanos mais quentes e a elevação do nível das águas funciona como um combustível para desastres socioambientais de grande magnitude.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Produtor Rural de SP amplia uso de capital próprio e muda estratégia financeira no campo, revela ABMRA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Airton Guimes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 May 2026 19:55:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agro]]></category>
		<category><![CDATA[ABMRA]]></category>
		<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[Capital Próprio]]></category>
		<category><![CDATA[Economia Paulista]]></category>
		<category><![CDATA[Financiamento Agro]]></category>
		<category><![CDATA[Gestão Rural]]></category>
		<category><![CDATA[Máquinas Agrícolas]]></category>
		<category><![CDATA[Mudanças Climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Produtor Rural SP]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia no Campo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mudança no comportamento financeiro revela perfil mais analítico e independente em meio a desafios climáticos Por Portal do Agronegócio- Publicado em &#8211; 06/05/2026 às 16:55 Os produtores rurais do estado de São Paulo estão redesenhando a gestão financeira de suas propriedades, priorizando a autonomia e o uso de recursos acumulados. A 9ª Pesquisa ABMRA Hábitos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h6 data-path-to-node="2">Mudança no comportamento financeiro revela perfil mais analítico e independente em meio a desafios climáticos</h6>
<p data-path-to-node="3"><strong>Por Portal do Agronegócio- Publicado em &#8211; 06/05/2026 às 16:55</strong></p>
<p data-path-to-node="4">Os produtores rurais do estado de São Paulo estão redesenhando a gestão financeira de suas propriedades, priorizando a autonomia e o uso de recursos acumulados. A 9ª Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural revela que a utilização de capital próprio para o giro das atividades subiu de 78% em 2021 para 84% em 2025. O levantamento consolida uma tendência de menor dependência de terceiros nas decisões estratégicas do agronegócio paulista.</p>
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<p data-path-to-node="5">Essa transformação é ainda mais visível na modernização do parque de máquinas. Atualmente, 79% dos investimentos em tratores, colheitadeiras e implementos são realizados com recursos do próprio produtor, um salto significativo comparado aos 59% registrados há quatro anos. O crédito rural, embora tenha crescido de 8% para 17% como alternativa secundária, ainda fica atrás da robustez do capital próprio.</p>
<p data-path-to-node="6">O produtor rural está mais protagonista e seletivo em suas decisões financeiras. Segundo Ricardo Nicodemos, presidente da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA), este novo cenário exige que as empresas do setor repensem sua comunicação. Com um produtor mais analítico e criteriosamente estratégico, as marcas precisam oferecer propostas baseadas em dados concretos, confiança mútua e, acima de tudo, geração de valor real para a operação no campo.</p>
<p data-path-to-node="7">Clima e custos de produção lideram as preocupações no dia a dia do setor. Apesar da maior solidez financeira, o setor não está isento de riscos. A pesquisa aponta que 99% dos produtores acreditam que as mudanças climáticas impactarão diretamente a produtividade. O clima é o principal temor para 68% dos entrevistados, seguido pelos custos de produção (41%) e as dificuldades de comercialização (33%).</p>
<p data-path-to-node="8">Quanto à tecnologia, o acesso ainda esbarra em barreiras: 28% dos produtores veem entraves altos para a inovação. Os principais obstáculos citados são os custos elevados das soluções tecnológicas, a falta de assistência técnica especializada e a incerteza sobre o retorno dos resultados. O momento sinaliza que, para avançar, o agronegócio paulista exigirá soluções mais integradas e uma comunicação cada vez mais assertiva.</p>
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