Ídolo histórico do esporte mundial e recordista de pontos em Olimpíadas, ex-jogador travava uma longa batalha contra um tumor no cérebro. O Brasil se despede de um de seus maiores heróis esportivos.
Por Redação Ge – Publicado em 17/04/2026 às 20h45
O esporte brasileiro está em luto. Morreu nesta sexta-feira, aos 68 anos, Oscar Schmidt, considerado o maior jogador de basquete da história do Brasil e um dos maiores do mundo em todos os tempos. O “Mão Santa”, como ficou mundialmente conhecido por sua precisão milimétrica nos arremessos, não resistiu às complicações de um câncer no cérebro, contra o qual lutava bravamente desde 2011.

Oscar teve uma parada cardiorrespiratória em São Paulo e foi levado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA), que soltou nota oficial.
“O Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA) informa que o paciente Oscar Daniel Bezerra Schmidt, de 68 anos, foi encaminhado à unidade nesta sexta-feira (17/04) pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), já em parada cardiorrespiratória (PCR). A equipe prestou toda a assistência necessária e acolheu os familiares, oferecendo os devidos esclarecimentos. Neste momento de dor, expressamos nossas sinceras condolências à família e amigos”.

Uma carreira de recordes
Oscar Schmidt deixa um legado inigualável. Ele detém o recorde histórico de maior pontuador da história do basquete, com 49.737 pontos somados ao longo de sua trajetória em clubes e na Seleção Brasileira.
Pela Seleção, o ala viveu seu momento de maior glória em 1987, quando liderou o Brasil na histórica vitória sobre os Estados Unidos na final dos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis, conquistando a medalha de ouro dentro da casa dos rivais.
O “Mão Santa” e o Espírito Olímpico
Com cinco participações em Jogos Olímpicos, Oscar é o maior pontuador da história do torneio (1.093 pontos). Sua dedicação ao país era tamanha que ele abriu mão de jogar na NBA — a liga profissional americana — para nunca ser impedido de vestir a camisa verde e amarela, uma regra vigente na época.
Em 2013, o craque foi eternizado no Naismith Memorial Basketball Hall of Fame, nos Estados Unidos, o reconhecimento máximo para qualquer jogador de basquete no planeta.
Luta pela vida
Desde o diagnóstico do tumor cerebral em 2011, Oscar enfrentou o tratamento com a mesma garra que demonstrava nas quadras. Tornou-se palestrante motivacional, inspirando milhares de pessoas com seu otimismo e resiliência. Recentemente, havia decidido interromper as sessões de quimioterapia, afirmando que desejava viver seus últimos dias com qualidade ao lado da família.
Oscar deixa a esposa Maria Cristina, com quem foi casado por mais de 40 anos, e dois filhos, Filipe e Stephanie. Detalhes sobre o velório e o sepultamento, que devem ser abertos ao público para homenagens, serão confirmados em breve pela família.


