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Matheus Cunha rechaça favoritismo do Brasil na Copa, mas agradece respeito de Haaland

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Vice-artilheiro da Seleção destaca evolução na competição antes do duelo contra a Noruega pelas oitavas de final; atacante analisa opções para a vaga do lesionado Lucas Paquetá.

Por Lincoln Chaves — Repórter da EBC – Publicado em 04/07/2026 09:05

Em entrevista coletiva concedida nesta sexta-feira (3) no hotel da delegação em Nova Jersey, o atacante Matheus Cunha adotou um tom de cautela e respeito ao projetar o confronto do Brasil contra a Noruega pelas oitavas de final da Copa do Mundo. O camisa 9 agradeceu os elogios recentes do astro norueguês Erling Haaland e do técnico argentino Lionel Scaloni, que apontaram a equipe brasileira como uma das favoritas ao título, mas garantiu que o rótulo de “time a ser batido” não entra em campo.

O Brasil enfrenta a Noruega neste domingo (5), às 17h (horário de Brasília), embalado por uma sequência de três vitórias consecutivas (Haiti, Escócia e Japão), após uma estreia instável no empate por 1 a 1 com o Marrocos.

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Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Round of 32 - Brazil v Japan - Houston Stadium, Houston, Texas, U.S. - June 29, 2026 Brazil's Matheus Cunha reacts REUTERS/Phil Noble
Reuters/Phil Noble/Arquivo/Proibida reprodução

Resposta a Provocações e Respeito Mútuo

A postura serena de Matheus Cunha diante de Haaland e Scaloni contrastou com sua reação à seleção japonesa na última segunda-feira (29). Após a vitória brasileira por 2 a 1, o atacante do Manchester United foi visto fazendo o sinal de “cinco” com os dedos para o japonês Kento Shiogai. O gesto foi uma resposta direta a uma declaração do adversário, que havia afirmado que o Brasil “não era mais como antigamente”.

Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Round of 32 - Brazil v Japan - Houston Stadium, Houston, Texas, U.S. - June 29, 2026 Brazil's Matheus Cunha in action with Japan's Junya Ito IMAGN IMAGES via Reuters/Maria Lysaker
Matheus Cunha no jogo contra o Japão – Reuters/MARIA LYSAKER/Arquivo/Proibida reprodução

Cunha considerou a fala de Shiogai desrespeitosa, mas preferiu valorizar a postura de Haaland. “O quão grande é o Haaland no mundo do futebol e ele citar esse respeito pela nossa seleção e nossos jogadores. Ele vai jogar, com certeza, para ganhar de nós, mas é gratificante”, comentou o vice-artilheiro do Brasil no Mundial, que já soma três gols na competição.

Desfalque de Paquetá e Adaptação Tática

A Seleção Brasileira terá um desfalque importante para o jogo decisivo: o meia Lucas Paquetá sofreu uma lesão no músculo posterior da coxa esquerda e está fora da partida. No jogo contra o Japão, o técnico Carlo Ancelotti optou por recuar Matheus Cunha e colocar Endrick centralizado no ataque, fórmula que pode ser repetida. Gabriel Martinelli, Danilo Santos e Neymar também correm por fora pelas vagas no setor.

Lucas Paquetá leva a mão à coxa esquerda após sentir um incômodo no músculo posterior
(Foto: Marcelo Machado de Melo /Fotoarena/Folhapress

Cunha se colocou à disposição para exercer funções diferentes para compensar a perda do companheiro. Ele explicou que, com a entrada de Endrick, passa a jogar mais recuado, atuando na armação. “Vão ter momentos em que terei que me adaptar como referência, meia de criação ou extremo tendo que ajudar a marcar o lateral. Mas me sinto feliz de estar em uma função que os grandes olhos acabam vendo menos, mas que vai potencializar muito os companheiros”, concluiu.

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