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Secretaria Municipal da Saúde investe em capacitação dos servidores para intensificar controle da sífilis no pré-natal 

Médicos e enfermeiros do Município participaram de dois dias de atualização e reforço no atendimento aos pacientes com sífilis

A Prefeitura Municipal de Marília, por intermédio do setor de Vigilância Epidemiológica coordenado pela Secretaria Municipal da Saúde, promoveu segunda e terça-feira, 27 e 28 de no novembro, respectivamente, a capacitação do corpo médico e de enfermeiros do Município para avançar e intensificar o combate à transmissão vertical da sífilis (de mãe para o filho), preconizada pelo Ministério da Saúde e OMS (Organização Mundial da Saúde). Marília já foi premiada por atingir altos índices de controle e combate à transmissão vertical do HIV e quer agora estender as ações também contra a sífilis congênita.

Para evitar que a sífilis não seja transmitida ao bebê, uma das principais formas de prevenção é a realização do pré-natal de qualidade e o estabelecimento do tratamento adequado da gestante com acompanhamento clínico e laboratorial (que inclui o teste de sífilis durante o pré-natal).

A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST), de evolução crônica, causada por uma bactéria Gram negativa (espiroqueta) Treponema pallidum. A doença é exclusiva do ser humano e é curável. Se não tratada, pode evoluir para formas mais graves ao longo de muitos anos, podendo comprometer especialmente os sistemas nervoso.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a sífilis como um problema de saúde pública mundial, mesmo já existindo diagnóstico e tratamento estabelecidos e de baixo custo. Da detecção ao tratamento, a busca por melhorias tem como objetivo reduzir os índices históricos de transmissão no município. No relatório epidemiológico da 47ª semana de 2023, ou final de novembro, o Município registrou 243 diagnósticos da sífilis adquirida, 79 gestantes com sífilis e 25 de sífilis congênita (que foi transmitida pela mãe na gestação).

“É exatamente este trabalho de se evitar ou reduzir essa transmissão vertical da mãe para o filho que a capacitação dos profissionais vem sendo feita. Foi assim que conseguimos reduzir a transmissão vertical de HIV e que agora estamos levando também para os pacientes com sífilis”, disse a enfermeira responsável pela Vigilância Epidemiológica de Marília, Alessandra Arrigoni.

O médico e secretário da Saúde, Dr. Osvaldo Ferioli Pereira, destaca que a capacitação é um investimento de duplo retorno para o município, pois não só amplia a cobertura do cuidado para a população, como garante maior atenção e recursos por parte do Ministério da Saúde e do governo do Estado. “Quanto mais melhoramos os nossos índices de cuidado e atendimento, mais a população é atendida e mais recursos o município é beneficiado, pois ao atingirmos as metas de saúde preconizadas somos melhor pontuados para receber ainda mais recursos”, explicou.

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