Integrando o calendário de comemorações dos 70 anos da Universidade de Marília, o II Simpósio Internacional em Ciências da Saúde (SICS 2026) transformou o complexo poliesportivo da instituição em um polo global de discussão sobre saúde mental, inovação hospitalar e doenças crônicas.
Por Redação – Publicado em 28 de maio de 2026 às 08:21
O primeiro dia do II Simpósio Internacional em Ciências da Saúde (SICS 2026), realizado no campus da Universidade de Marília (Unimar), consolidou o evento como um dos maiores e mais expressivos encontros científicos da área médica e de cuidados assistenciais no interior do estado de São Paulo. Reunindo um público massivo de forma híbrida (presencial e remota), a abertura do simpósio trouxe à região pesquisadores de ponta que figuram nos rankings dos 2% mais influentes do mundo.
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O evento ganha um peso ainda maior por estar inserido no calendário oficial de celebrações dos 70 anos de fundação da Unimar. Durante os dois dias de programação, a estrutura poliesportiva da universidade foi completamente ressignificada, tornando-se uma arena democrática para a divulgação de iniciações científicas, tecnologias de ponta e painéis internacionais em cooperação com centros de excelência globais.

A intersecção entre o ecossistema de ensino e a assistência hospitalar
Para a governança do complexo de saúde da Unimar, o simpósio funciona como o elo ideal entre as descobertas laboratoriais e o leito do paciente.
“O HBU tem um papel fundamental nesse processo, pois é dentro do ambiente hospitalar que muitos avanços científicos se conectam à prática e geram impacto direto no cuidado com o paciente. Participar de um evento como o SICS reforça nosso compromisso com a inovação, com a qualificação dos serviços e com a formação de profissionais cada vez mais preparados para transformar a saúde da nossa região”, pontua Márcia Mesquita Serva Reis, superintendente do Hospital Beneficente Unimar (HBU).
A coordenadora de pesquisa do HBU e docente, Profa. Dra. Sandra Barbalho, reforçou que o foco programático do SICS foi desenhado para atacar as principais causas de morbidade globais. “As doenças crônicas estão entre as que mais matam no mundo e a saúde mental está diretamente associada a essas condições. Nós organizamos um evento que reúne pesquisadores extremamente influentes. Isso amplia horizontes e incentiva os estudantes a desenvolverem estudos que realmente tragam benefícios para as pessoas”, explica.
Saúde mental sob uma perspectiva global
Um dos grandes destaques do primeiro dia foi a conferência ministrada pelo Dr. Massaru Tanaka, neurocientista e docente da Universidade de Szeged, na Hungria. O pesquisador detalhou suas investigações sobre transtornos relacionados ao estresse crônico e defendeu uma quebra de paradigma nos tratamentos convencionais.

Abordagem Holística na Saúde Mental (Painel Dr. Massaru Tanaka)
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Dimensão Analisada: Fisiologia Integrada. O foco da investigação científica centra-se nas distorções multifatoriais em diferentes redes biológicas, propondo superar diagnósticos de causa única ou isolada.
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Nutrição Funcional: Analisa o impacto do eixo cérebro-intestino na modulação do estresse, defendendo a inclusão de compostos bioativos e dietas direcionadas como proposta de intervenção.
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Cultura Acadêmica: Foca na integração de redes internacionais de pesquisa universitária para promover o intercâmbio contínuo de dados entre centros europeus e a Unimar.
Surpreso com o vigor científico da região, o Dr. Tanaka elogiou o potencial do município.
“Eu imaginava uma cidade pequena, mas encontrei uma cidade universitária extremamente desenvolvida, com milhares de estudantes e uma forte cultura acadêmica. Estou impressionado com a estrutura da Unimar”, declarou o pesquisador húngaro.
O simpósio conta ainda com a chancela e o suporte financeiro e tecnológico de grandes players do mercado farmacêutico, de engenharia clínica e de fomento à pesquisa, como a Fapesp, Ribertec Hospitalar, Astrazeneca, Libbs e Laboratórios São Francisco. Essa união de forças viabiliza a chegada de tecnologias internacionais de monitoramento de pacientes — do pronto atendimento à mesa cirúrgica — aos hospitais do interior paulista, pavimentando um futuro cada vez mais conectado para a medicina regional.
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