Além dos astros Messi, Cristiano Ronaldo e Neymar, ídolos como Modrić, De Bruyne, Salah e Neuer devem se despedir dos Mundiais na América do Norte.
Por Penelope Nogueira — Publicado em 10/06/2026 às 08:35
A Copa do Mundo de 2026 já nasce histórica pelo ineditismo de seu formato com 48 seleções espalhadas por três países-sede (Estados Unidos, México e Canadá). No entanto, o torneio ganha contornos de forte apelo emocional por consolidar o fim de uma era. O Mundial norte-americano representará o capítulo final e a despedida definitiva da geração de atletas mais talentosa e vitoriosa do século XXI.

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Embora as atenções da imprensa e do público estejam massivamente concentradas na trindade composta por Lionel Messi, Cristiano Ronaldo e Neymar, eles não serão os únicos a performar sua “última dança”. Uma constelação de craques que colecionou Bolas de Ouro, títulos da Champions League e recordes nas últimas duas décadas subirá ao palco principal pela última vez.

Os veteranos que comandam as defesas e o meio-campo
A longevidade no esporte de alto rendimento permitiu que goleiros e defensores lendários estendessem suas trajetórias internacionais até este ciclo de 2026. Sob as traves, o mexicano Guillermo Ochoa, aos 40 anos, alcançará o recorde histórico ao disputar sua sexta Copa do Mundo, atuando como o pilar de liderança dos donos da casa. Pela Alemanha, o icônico Manuel Neuer superou lesões e retorna como a grande referência sob o travessão germânico.
No setor de articulação, a inteligência tática ganha contornos de nostalgia:
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Luka Modrić (Croácia): Aos 40 anos, o meio-campista vencedor da Bola de Ouro continua sendo o cérebro da seleção croata, buscando coroar uma trajetória que já rendeu finais e pódios históricos ao seu país.
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Kevin De Bruyne (Bélgica): Aos 35 anos, o jogador é o último remanescente técnico da chamada “geração belga” e dificilmente manterá o ritmo de alta intensidade para o torneio de 2030.
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Virgil van Dijk (Holanda): O capitão da “Laranja Mecânica”, também aos 35 anos, lidera a linha defensiva europeia em sua provável despedida dos gramados mundialistas.
Um ataque de lendas em ritmo de despedida
O setor ofensivo desta Copa concentrará artilheiros que redefiniram o futebol moderno em seus respectivos continentes. O torneio marcará o último ato de James Rodríguez, o herói colombiano do Mundial de 2014, que chega aos 35 anos comandando o ataque sul-americano.
A lista estende-se a ícones globais que transformaram a potência física e técnica de suas seleções, mas cuja idade torna uma participação em 2030 praticamente inviável. Entre os atacantes de destaque internacional que iniciam seu provável último ciclo mundialista estão o egípcio Mohamed Salah, o senegalês Sadio Mané, o sul-coreano Son Heung-min e o argelino Riyad Mahrez.
O fenômeno da transição geracional
Essa debandada em massa dos gramados internacionais evidencia uma transição geracional que já vinha sendo desenhada nos bastidores dos clubes. Visando preservar o condicionamento físico e diminuir o desgaste de calendários europeus sufocantes, muitas dessas estrelas optaram por transferências estratégicas para ligas de menor exigência física, como a MLS (Estados Unidos) e a Liga Saudita.

Quando o árbitro apitar o fim da grande final em julho de 2026, o futebol não terá apenas consagrado um novo campeão do mundo, mas também fechará as cortinas para os atletas que moldaram a paixão pelo esporte nas últimas vinte temporadas.
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