Ação atende a pedido do presidente da Corte, Edson Fachin, e libera a Petição 15.556 e outros 14 procedimentos aos gabinetes antes do julgamento marcado para a próxima terça-feira (15).
Por Redação g1 — Publicado em 11/09/2026 às 09:07 – Foto: Gustavo Moreno/STF
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na noite de quinta-feira (10 de setembro de 2026) o levantamento do sigilo das principais investigações relacionadas ao Banco Master. A decisão atende a um pedido formulado horas antes pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin, e libera o acesso à Petição 15.556 — considerada a peça central das apurações —, além de outros 14 procedimentos correlatos.
A medida foi adotada para que todos os gabinetes dos magistrados e a Procuradoria-Geral da República (PGR) tenham conhecimento integral dos autos antes do julgamento plenário pautado para a próxima terça-feira (15 de setembro).
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Articulação da Presidência e Procedimentos Liberados
A derrubada do segredo de Justiça foi fruto de uma prévia articulação conduzida por Edson Fachin ao longo do dia, período em que o presidente do STF cancelou a sessão de julgamentos e se reuniu com sete ministros e com o procurador-geral da República, Paulo Gonet:
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Procedimentos Abertos: A decisão engloba a Petição 15.556, os Inquéritos 5.026 e 5.035, a Reclamação 88.121 e mais 11 petições vinculadas (15.198, 15.478, 15.504, 15.562, 15.563, 15.693, 15.976, 15.977, 15.978, 16.019 e 16.662).
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Manutenção Pontual: Diligências em andamento cuja divulgação possa comprometer apurações futuras permanecem sob sigilo.
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Envio de Cópias: Mendonça determinou o envio imediato de cópias integrais dos processos aos gabinetes de todos os integrantes do STF.
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Tensão no Colegiado e Próximos Passos
O julgamento marcado para o dia 15 analisará a validade do relatório produzido pela Polícia Federal por ordem de Mendonça. O documento citava supostas interações entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A condução individual do caso e o relatório da PF desencadearam divergências internas na Corte, levando Fachin a atuar na mediação institucional e na busca por uma deliberação colegiada.
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