PF aciona o ministro Alexandre de Moraes sobre o não cumprimento da entrega de documentos; imprensa argentina noticiou suspeitas de ida do senador a Puerto Iguazú.
Por Pedro Peduzzi (Repórter da Agência Brasil) – Publicado em 27/10/2026 – 14:10 – Foto: Joédson Alves
A Polícia Federal (PF) efetuou o cancelamento dos passaportes do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nesta terça-feira (27), após o parlamentar descumprir a determinação judicial que ordenava a entrega imediata dos documentos de viagem. Diante da não entrega, a corporação noticiará formalmente o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que havia determinado a retenção dos passaportes e proibido o senador de deixar o território nacional.
Até o momento, não consta registro oficial nos sistemas de controle migratório sobre a saída do parlamentar do país.
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Suspeitas levantadas por veículo argentino
O cancelamento dos documentos ocorre em meio a repercussões de reportagens veiculadas pelo site de notícias argentino Infobae. A publicação noticiou que o candidato derrotado no segundo turno das eleições de 2026 teria ingressado em Puerto Iguazú, cidade argentina na fronteira com o Brasil, utilizando documento de identidade, com a intenção de embarcar em um voo executivo com destino aos Estados Unidos.
Apesar da repercussão do relato, representantes da Casa Rosada informaram que não há, até o presente momento, registro formal de entrada de Flávio Bolsonaro na Argentina.
Inquéritos no STF e contexto político
Flávio Bolsonaro figura como investigado em dois inquéritos que tramitam no Supremo Tribunal Federal. Em uma das apurações, o parlamentar é apurado por suspeita de lavagem de dinheiro por meio de plataformas de apostas esportivas (bets). O outro inquérito investiga o financiamento do longa-metragem Dark Horse, obra sobre a trajetória de seu pai.
Simultaneamente aos desdobramentos judiciais, o Partido Liberal (PL) reconheceu publicamente nesta terça-feira a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reeleito no segundo turno com uma margem superior a 4,4 milhões de votos.
Paralelamente, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, irmão do senador, permanece nos Estados Unidos com mandado de prisão em aberto no Brasil, após condenação a quatro anos de reclusão por articulação de sanções contra autoridades brasileiras.
Fonte consultada: Agência Brasil
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