Documento elaborado pelo CBR, Febrasgo e SBM orienta profissionais de saúde sobre o preenchimento correto de pedidos para impedir que operadoras neguem o procedimento ou realizem a modalidade convencional.
Por Paula Laboissière (Agência Brasil) — Publicado em 28/10/2026 17:26 – Foto: José Cruz
Principais entidades médicas com atuação na prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de mama no país lançaram nesta semana um guia conjunto com orientações sobre o preenchimento de pedidos de mamografia digital. A iniciativa busca solucionar um problema recorrente: falhas e imprecisões na prescrição médica têm sido utilizadas por operadoras de planos de saúde para negar a cobertura do exame ou realizar a substituição pela modalidade convencional.
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O documento é assinado pelo Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e pela Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM).
Fim das restrições de idade e gênero
A medida ocorre após a entrada em vigor, em 1º de outubro, da determinação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que obriga os planos de saúde a oferecerem mamografia digital sem restrição de idade ou gênero, desde que haja indicação médica expressa. Anteriormente, a cobertura obrigatória para o formato digital ficava restrita a mulheres na faixa etária de 40 a 69 anos, enquanto a modalidade convencional (analógica) já era garantida de forma ampla.
No entanto, mesmo com a ampliação da regra, as entidades médicas receberam diversos relatos de que a falta de clareza nos formulários de solicitação permitia que operadoras interpretassem o pedido equivocadamente ou gerassem barreiras burocráticas para a autorização.
“Um pedido justificado e objetivo permite que o estabelecimento de saúde identifique o procedimento corretamente, reduz falhas nos fluxos de autorização e evita que a modalidade digital indicada pelo médico seja interpretada equivocadamente como uma mamografia convencional”, destacou o CBR em nota oficial.
Principais orientações do guia médico
Para sanar as divergências, o documento orienta os profissionais da medicina a adotarem critérios padronizados na prescrição:
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Especificação clara: Sempre que a modalidade digital for a indicada, o receituário deve registrar expressamente o termo “mamografia digital”, evitando redigir apenas “mamografia”.
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Finalidade clínica detalhada: O pedido deve especificar claramente o objetivo do exame, que pode ser voltado ao rastreamento, investigação diagnóstica, controle de alteração mamária ou acompanhamento de tratamento.
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Atualização de sistemas: A recomendação também se direciona a clínicas, centros de diagnóstico e operadoras de planos de saúde para que atualizem seus cadastros, formulários e fluxos internos de autorização conforme a nova normativa.
As sociedades médicas ressaltam que a mamografia digital armazena imagens em formato eletrônico, o que facilita o monitoramento evolutivo de lesões por diferentes especialistas e eleva a precisão no combate precoce ao câncer de mama.
Fonte consultada: Agência Brasil
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