País caminha para alcançar a marca histórica de 10 milhões de turistas estrangeiros no ano; expansão de voos internacionais e foco em sustentabilidade explicam o bom momento do setor.
Por Sofia Cerqueira/Veja – Publicado em 10/07/2026 16:56 – Foto:MaRabelo/Getty Images)
O ano de 2026 está se consolidando como um marco histórico para o turismo no Brasil. O país vive uma forte trajetória de aceleração no mercado internacional, quebrando recordes sucessivos na entrada de divisas e no volume de viajantes. De acordo com projeções do setor e dados da Embratur, o Brasil caminha a passos largos para atingir, de forma inédita, a barreira de 10 milhões de visitantes estrangeiros em um único ano. O avanço representa um salto estrutural para um destino que, historicamente, apresentava um fluxo anual estabilizado na casa dos 6 milhões de turistas.

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A explicação para o “ano de ouro” combina planejamento macroeconômico e uma resposta rápida às demandas do mercado global de viagens. O principal termômetro desse sucesso é a receita cambial: os gastos de estrangeiros em solo nacional atingiram patamares recordes neste primeiro semestre, injetando bilhões de dólares diretamente na cadeia de serviços de hotéis, restaurantes, transporte e comércio cultural, transformando o turismo em um dos principais motores do PIB em 2026.
Conectividade Aérea e Descentralização das Rotas
O crescimento do fluxo turístico é resultado direto de uma estratégia de expansão da malha aérea internacional. O Ministério do Turismo, em parceria com companhias aéreas globais e concessionárias de aeroportos, conseguiu implementar dezenas de novos voos diretos e frequências adicionais ligando grandes centros emissores da Europa, América do Norte e América do Sul a múltiplos destinos brasileiros.

Essa articulação permitiu descentralizar a chegada de visitantes, que antes ficava restrita aos aeroportos de São Paulo e do Rio de Janeiro. Em 2026, capitais do Nordeste, do Sul e do Centro-Oeste recebem turistas internacionais de forma direta, barateando o custo das passagens e facilitando o acesso imediato a polos regionais.
Sustentabilidade e Força no Ecoturismo
Outro fator determinante para o protagonismo do Brasil em 2026 é o alinhamento do país com a agenda climática e o desejo global por viagens de menor impacto ambiental. Biomas como a Amazônia, o Pantanal, os Lençóis Maranhenses e o Cerrado ganharam forte apelo em campanhas promocionais focadas em conservação, turismo comunitário e preservação de terras indígenas.

Paralelamente, a retomada do país como sede de grandes congressos globais, feiras de negócios e festivais de música de massa garantiu a atração de um público corporativo e de entretenimento de alto poder aquisitivo. Ao combinar natureza rica, infraestrutura de transporte modernizada e uma promoção internacional focada em diversidade, o Brasil redesenhou sua imagem institucional externa e colhe, em 2026, os frutos de sua consolidação definitiva no mapa do turismo mundial.
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