Em carta ao secretário de Estado Marco Rubio, parlamentares democratas exigem explicações até 20 de outubro; relatório da OEA destaca impacto de ativismo externo e desinformação no pleito.
Por Redação — Publicado em 07/10/2026 13:04 – Foto: Divulgação/Casa Branca
Oito parlamentares democratas do Congresso dos Estados Unidos enviaram uma nova carta, nesta quarta-feira, 7 de outubro, cobrando esclarecimentos do governo do presidente Donald Trump sobre possíveis tentativas de interferência no processo eleitoral brasileiro. O documento, endereçado ao secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, exige respostas formais até o dia 20 de outubro, antes da realização do segundo turno das eleições no Brasil.
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Na carta, os congressistas questionam os motivos da revogação do visto diplomático da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti. A medida do governo norte-americano ocorreu após o Brasil ter negado visto a duas autoridades dos EUA — Riley M. Barnes e Samuel Samson —, do Departamento de Estado, que planejavam questionar a integridade do sistema eleitoral brasileiro, conforme revelado pelo jornal The Washington Post.
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Os parlamentares também citaram ações coercitivas recentes promovidas por Washington, como a aplicação de sanções contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e a inclusão do ministro Alexandre de Moraes na Lei Magnitsky. O grupo de deputados cobra se o Departamento de Estado considera a eleição de 2022 legítima e se houve articulações diretas entre o governo Trump e representantes da família Bolsonaro durante o período eleitoral.
Paralelamente, a Organização dos Estados Americanos (OEA) divulgou relatório sobre a observação do primeiro turno do pleito brasileiro, realizado no último domingo (4). A missão apontou que a disputa foi marcada por expressiva disseminação de desinformação e por um ativismo político internacional “extremo”, que incluiu ataques diretos a candidaturas. Apesar das ressalvas quanto às declarações externas, a OEA destacou a posição do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, de que não foram constatados elementos que comprovassem interferência estrangeira direta na votação.
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