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Desenrola 2.0: Governo finaliza regras sob críticas ao uso do FGTS para quitar dívidas

Ministro da Fazenda e Lula alinham últimos detalhes nesta terça; endividamento das famílias atingiu patamar recorde de 49,9% em fevereiro

Por Vitória Queiroz, da CNN Brasil (Brasília) Publicado em: 28/04/2026 às 10:27 – Foto – Washington Costa/Ministério da Fazenda

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reúnem-se na manhã desta terça-feira (28), em Brasília, para definir as diretrizes finais do Desenrola 2.0. A expectativa é que o anúncio oficial do programa, focado em conter o avanço da inadimplência no país, ocorra ainda no decorrer desta semana.

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O impasse do FGTS

Uma das principais novidades da nova fase é a permissão do uso do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) para abater débitos. Segundo Durigan, haverá uma limitação baseada em um percentual do saque para garantir a integridade do fundo.

Entretanto, a medida enfrenta resistência. Analistas e entidades como a Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias) alertam que a estratégia pode desvirtuar a finalidade do FGTS, prejudicando o setor habitacional e reduzindo a reserva de emergência do trabalhador em caso de demissão. Especialistas também pontuam que a medida pode ser paliativa, não impedindo o reendividamento futuro da população.

Diálogo com o setor financeiro

O desenho do programa já passou pelo crivo das principais instituições financeiras. Na última segunda-feira (27), a Fazenda apresentou o projeto a representantes de:

  • Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil;

  • Itaú, Bradesco, Santander e BTG;

  • Febraban (Federação Brasileira de Bancos).

A projeção do governo é que os descontos para as dívidas variem entre 20% e 90%.

Endividamento em nível recorde

A urgência do Desenrola 2.0 é reforçada pelos dados mais recentes do Banco Central. Em fevereiro, o endividamento das famílias brasileiras bateu o recorde histórico de 49,9%. Além disso, o comprometimento da renda das pessoas físicas atingiu 29,7%, o maior índice da série estatística, evidenciando a pressão financeira sobre o orçamento doméstico.

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