Especialista explica a importância do controle de ruídos, da iluminação adequada e do conforto térmico para evitar a sobrecarga de estímulos no cérebro e favorecer o descanso.
Por Extra— Publicado em 10/10/2026 08:24 – Foto: Magnific
Neste sábado, 10 de outubro, celebra-se o Dia Mundial da Saúde Mental, data voltada à conscientização sobre fatores cotidianos que afetam o equilíbrio emocional, como a qualidade do sono e a configuração dos ambientes habitados. Atenta a essa relação, a neuroarquitetura — campo de estudo que une neurociência e arquitetura — analisa de que forma iluminação, ruídos e organização espacial moldam a percepção e o bem-estar dos indivíduos.
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Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a manutenção de ruídos noturnos abaixo de 30 decibéis no quarto é fundamental para um descanso reparador. A exposição contínua a barulho e luz excessiva força o cérebro a despender energia constante para filtrar estímulos, provocando fadiga mental, irritabilidade e falta de concentração ao longo do dia.
De acordo com a arquiteta Germana Lara, fundadora da Larc Arquitetura, espaços com baixa ventilação, circulação reduzida e acúmulo visual intensificam o cansaço. A especialista orienta adaptar a iluminação ao uso de cada cômodo — valorizando a luz natural diurna e optando por luzes suaves e direcionadas à noite — além do uso de elementos como tapetes, cortinas e estofados para absorção de ecos e ruídos internos.
Entretanto, a arquiteta ressalta que intervenções no espaço físico atuam como facilitadoras de conforto e privacidade, mas não substituem o acompanhamento especializado. Diante de quadros de sofrimento psíquico, ansiedade ou depressão, a busca por apoio de profissionais de saúde mental permanece indispensável.
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