O histórico defensor Hércules Brito Ruas faleceu no Rio de Janeiro, aos 86 anos, em decorrência de complicações provocadas por um quadro de pneumonia. Revelado pelo Vasco da Gama, clube onde disputou mais de 400 partidas, ele formou a retaguarda da icônica equipe de 1970 ao lado de Piazza e gravou seu nome na eternidade do esporte nacional.
Por Douglas Corrêa (Agência Brasil) – Publicado em 12/06/2026 09:23
O futebol brasileiro está em luto. Faleceu na noite desta quinta-feira (11), no Rio de Janeiro, o ex-zagueiro Hércules Brito Ruas, conhecido mundialmente apenas como Brito. Aos 86 anos de idade, o lendário defensor da Seleção Brasileira não resistiu às complicações decorrentes de um quadro severo de pneumonia, que o mantinha internado em uma unidade hospitalar há pouco mais de uma semana. A confirmação do falecimento foi divulgada por meio de seus canais oficiais nas redes sociais.
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Brito conquistou a imortalidade esportiva ao se tornar um dos pilares defensivos da Seleção Brasileira que encantou o planeta na Copa do Mundo de 1970, no México. Sob o comando do técnico Zagallo, o zagueiro foi titular absoluto em todos os seis confrontos da histórica campanha do tricampeonato, culminando na emblemática goleada por 4 a 1 sobre a Itália na finalíssima disputada no Estádio Azteca. No torneio, ele formou uma sólida e memorável dupla de área improvisada ao lado do volante Piazza, dando sustentação para que astros como Pelé, Tostão, Rivellino, Gerson e Jairzinho pudessem atacar. O atleta também integrou o grupo que disputou o Mundial de 1966, na Inglaterra.
Eternizado na História e nos Corações do Vasco da Gama
Vascaíno de berço, Brito iniciou sua trajetória profissional nas categorias de base do Vasco da Gama, clube de São Januário onde viveu seus anos mais gloriosos no cenário nacional. Após um breve período de empréstimo ao Internacional para ganhar rodagem, o defensor assumiu a titularidade do elenco cruzmaltino em 1960 com uma missão de enorme responsabilidade: substituir o capitão Bellini, que havia liderado o Brasil na conquista de sua primeira Copa em 1958.
Brito honrou o posto e construiu uma trajetória longeva na equipe carioca. Em duas passagens marcantes pelos gramados (a primeira em 1957 e a segunda entre os anos de 1959 e 1969), o zagueiro vestiu a camisa do Vasco em 405 partidas oficiais e balançou as redes adversárias em 11 oportunidades. Com seu vigor físico avantajado e técnica apurada para desarmar, ele foi peça-chave nas conquistas do prestigiado Torneio de Paris, em 1957, e do Torneio Rio-São Paulo, na edição de 1966.
Homenagens Institucionais ao Eterno Tricampeão
A direção do Club de Regatas Vasco da Gama utilizou suas plataformas digitais para emitir uma nota oficial de profundo pesar, exaltando o tamanho do legado deixado por Brito para a instituição e para a história do esporte coletivo. O texto relembrou o orgulho do clube em ter revelado um atleta que levou o nome de São Januário ao topo do mundo.
O falecimento de Brito ocorre de forma simbólica justamente no momento em que os olhos do planeta se voltam novamente para o México para o início de uma nova Copa do Mundo, o mesmo palco onde, há 56 anos, o eterno camisa 2 ajudou a desenhar o capítulo mais bonito do futebol arte brasileiro. Detalhes sobre o velório e o sepultamento do ex-jogador ainda serão divulgados por seus familiares.
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