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Marília entra no TOP 100 nacional de potencial de consumo com projeção de R$ 13,34 bilhões para 2026

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De acordo com os dados inéditos do Índice de Potencial de Consumo (IPC Maps 2026), a cidade registrou um crescimento real de 3,31% acima da média nacional. O movimento foi impulsionado pela classe C, que assumiu o topo da fatia de rendimentos do município.

Por Redação – Publicado em 26 de maio de 2026 às 17:21

Marília voltou a se consolidar como um dos principais motores econômicos do interior do estado. A edição de 2026 do prestigiado Índice de Potencial de Consumo — IPC Maps, divulgado anualmente pela IPC Marketing Editora, aponta que a cidade deve movimentar a expressiva marca de R$ 13,34 bilhões em consumo até o fim do ano.

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O montante representa um avanço nominal de 7,57% em comparação aos R$ 12,33 bilhões registrados no ano passado (2025). Quando descontada a inflação do período anterior, que fechou em 4,26%, Marília assegura um crescimento real de 3,31%. O índice coloca o município bem acima da média de crescimento projetada para o Brasil, que é de 2,3%.

Essa performance impulsionou Marília no cenário nacional. A cidade subiu uma posição na tabela geral e passou a figurar na exata 100ª colocação entre os 5.570 municípios do território brasileiro. No âmbito estadual, o município mantém uma sólida 33ª posição entre as 645 cidades paulistas.

Mobilidade social e o protagonismo da Classe C

Os dados do IPC Maps revelam uma forte mudança na pirâmide socioeconômica local, espelhando o fenômeno de mobilidade urbana do país. A classe C se tornou o estrato majoritário em Marília, englobando 56,3% dos domicílios urbanos (o equivalente a 51.068 lares) e assumindo, de forma inédita, a liderança em volume de dinheiro disponível para gastos.

O potencial de consumo na área urbana da cidade está distribuído entre as faixas sociais da seguinte forma:

  • Classe C: Lidera o ranking municipal com R$ 4,92 bilhões em circulação (56,3% dos lares);

  • Classe B: Ocupa a segunda posição com R$ 4,81 bilhões disponíveis (24,4% dos lares);

  • Classe A: Responde por R$ 2,76 bilhões injetados na economia (4,3% dos lares);

  • Classe D/E: Soma o montante de R$ 648,44 milhões de potencial (15,1% dos lares).

Para Marcos Pazzini, sócio da editora e coordenador da pesquisa, o avanço da classe C ao topo do consumo é fruto de migrações nos estratos sociais. Ocorreu tanto a subida de famílias que pertenciam às classes D e E quanto o recuo de orçamento de porções da classe B.

Cenário externo desafiador e avaliação da prefeitura

Apesar dos ótimos números de Marília, Pazzini pondera que 2026 apresenta um cenário global complexo. “As recentes guerras ao redor do globo estão impactando diretamente o bolso dos brasileiros, em função da possibilidade de aceleração inflacionária”, avalia o analista, relembrando que o calendário do ano atual é atípico por concentrar muitos feriados em dias úteis, Copa do Mundo e a realização de eleições estaduais e federais.

O prefeito de Marília, Vinicius Camarinha, comemorou o ingresso do município no seleto grupo das 100 cidades com maior poder de compra do Brasil. O chefe do Executivo atribuiu o destaque à credibilidade institucional da atual gestão.

“Estamos virando a chave do desenvolvimento e indo além do básico. Nossa cidade merece muito mais qualidade de vida, emprego e geração de renda, e é isso que nossa equipe busca diariamente através de políticas focadas no desenvolvimento econômico, social e ambiental”, pontuou o prefeito.

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