Estratégia desenvolvida com o Serpro busca garantir soberania digital, proteção com base na LGPD e maior segurança para mais de 5 bilhões de registros do SUS.
Por Paula Laboissière – Publicado em 12/08/2026 – 10:58 – Foto: Fernando Frazão
O Ministério da Saúde deu início a uma estratégia desenvolvida em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) para ampliar de forma progressiva a soberania digital sobre a infraestrutura que sustenta dados, sistemas e serviços digitais de saúde.
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Com a medida, o Brasil se torna um dos únicos países com total soberania sobre dados públicos do setor. Pela primeira vez, as informações do Sistema Único de Saúde (SUS) serão armazenadas e processadas integralmente em território nacional, ficando submetidas exclusivamente à legislação brasileira, incluindo a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
A etapa inicial do projeto abrange:
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Cadastro Nacional de Usuários do SUS (CadSUS)
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Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS): infraestrutura nacional de interoperabilidade do SUS que reúne mais de 5 bilhões de registros de saúde.
Gestão e impactos no serviço
A nova estrutura, batizada de Novem Soberana do SUS, será gerida conjuntamente pelo Serpro e pelo Departamento de Informação e Informática do Sistema Único de Saúde (DataSUS), que terão acesso exclusivo aos dados armazenados.
Segundo a pasta, a transição de arquitetura não causará alterações perceptíveis no uso diário pelos cidadãos, mas trará ganhos significativos em segurança, continuidade de atendimento e proteção de informações. A infraestrutura fortalece o ecossistema do SUS Digital, reduzindo riscos de interrupções de serviços e garantindo maior governança sobre o histórico de cuidado da população.
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