Artista morreu neste domingo (18), em São Paulo, e deixou um legado marcante na música popular brasileira com sucessos como “Retalhos de Cetim” e “Charlie Brown”.
Por Redação — 18 de outubro de 2026 23:34 – Foto: gshow
O cantor, compositor e pianista Benito di Paula morreu neste domingo (18), aos 84 anos, em São Paulo. O artista estava internado no Hospital 9 de Julho e tratava um câncer havia aproximadamente um ano. A informação foi confirmada pela assessoria do músico, segundo veículos de imprensa como CNN Brasil e Folha de S.Paulo.
Reconhecido por seu estilo musical inconfundível, Benito conquistou gerações ao unir samba, piano e melodias românticas, construindo uma trajetória de destaque na Música Popular Brasileira (MPB).
Até a noite deste domingo, as informações sobre o velório e o sepultamento ainda não haviam sido divulgadas.
Quem foi Benito di Paula
Nascido Uday Vellozo, em Nova Friburgo, na região serrana do Rio de Janeiro, em 28 de novembro de 1941, Benito di Paula iniciou sua trajetória musical ainda jovem. Com o passar dos anos, tornou-se um dos nomes populares mais conhecidos da música brasileira, especialmente a partir da década de 1970.
Sua identidade artística ficou marcada pela combinação entre o samba tradicional, o piano e influências da música romântica. Essa sonoridade foi associada ao chamado samba-jóia, vertente que ganhou popularidade no cenário musical brasileiro durante os anos 1970.
Com interpretações intensas e um estilo próprio ao piano, o cantor conquistou espaço nas rádios e manteve suas canções presentes no repertório popular por décadas.
“Retalhos de Cetim” e outros sucessos marcaram a carreira
Entre as canções mais conhecidas de Benito di Paula está “Retalhos de Cetim”, lançada em 1973 e considerada um dos grandes marcos de sua carreira. A música ajudou a consolidar sua popularidade e se tornou um clássico da música brasileira, conforme registros da Rádio MEC e do Instituto Memória Musical Brasileira (IMMuB).
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“Charlie Brown”
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“Do Jeito Que a Vida Quer”
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“Mulher Brasileira”
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“Se Não For Amor”
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“Vai Ficar na Saudade”
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“Violão Não Se Empresta a Ninguém”
As músicas ajudaram a estabelecer uma conexão duradoura entre o artista e o público, com letras emotivas e arranjos que valorizavam o piano e a mistura de ritmos populares.
Em 2025, Benito di Paula foi homenageado pela escola de samba Águia de Ouro durante o Carnaval paulistano. O desfile celebrou a história e a contribuição do cantor para a música brasileira, levando à avenida referências a um dos maiores sucessos de sua carreira, “Retalhos de Cetim”.
A homenagem representou o reconhecimento de sua importância cultural e da influência de sua obra sobre diferentes gerações.
Família e legado musical
Benito di Paula deixa o filho Rodrigo Vellozo, também cantor e pianista, que dividiu momentos profissionais com o pai. Os dois lançaram juntos o álbum O Infalível Zen, em 2021.
O Brasil perde um artista de identidade própria, mas suas canções continuam a fazer parte da memória afetiva de milhões de ouvintes.


