Trabalhadores do Lote D10 cobram regularização do FGTS, INSS e benefícios; Prefeitura de São Paulo declara movimento ilegal e afirma cumprir pagamentos em juízo.
Por Agência Brasil — São Paulo — Publicado em 19/10/2026 16:16 – Foto: Fernando Frazão
Uma paralisação promovida por motoristas de ônibus na manhã desta segunda-feira (19 de outubro) afetou a mobilidade urbana na Zona Sul da capital paulista. A interrupção atingiu diretamente as linhas pertencentes ao Lote D10, deixando cerca de 267 mil passageiros sem o serviço de transporte coletivo.
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Os motoristas envolvidos atuavam anteriormente na empresa Transwolff. Desde a decretação da caducidade do contrato da viação, em dezembro de 2025, a SPTrans passou a administrar e operar de forma direta as linhas dos lotes D10 e D11.
Reivindicações dos Trabalhadores
A categoria alega pendências trabalhistas, cobrando a regularização dos depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do INSS, além de melhorias no pacote de benefícios e na oferta do plano de saúde.
Posição da Prefeitura
Em nota oficial divulgada pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e pela SPTrans, a Prefeitura de São Paulo classificou o movimento como ilegal. O município informou que os salários e benefícios seguem sendo pagos rigorosamente em dia.
Sobre as obrigações previdenciárias e do fundo de garantia, a administração municipal esclareceu que os repasses referentes ao INSS e FGTS estão sendo realizados integralmente em juízo, aguardando definições do Poder Judiciário. A prefeitura informou ainda que a contratação do plano de saúde está em fase de licitação e que os trabalhadores afetados pela paralisação terão o dia descontado na folha de pagamento. O Lote D11 opera normalmente.
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