Quase um mês após os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 que atingiram o país, contagem oficial soma 70 novas vítimas fatais; governo inicia entrega de habitações temporárias para desabrigados.
Por Redação – Publicado em 21/07/2026 – 14:30 – Foto: Reuters/Leonardo Fernandez Viloria
O balanço oficial das vítimas dos dois devastadores terremotos que atingiram a Venezuela no dia 24 de junho sofreu uma nova atualização nesta terça-feira (21). Segundo dados divulgados pelo presidente do Parlamento venezuelano, Jorge Rodríguez, o total de mortos subiu para 5.278 — um acréscimo de 70 óbitos em relação ao relatório anterior.
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Os dados publicados na conta oficial do parlamentar na rede Telegram indicam que o número de feridos permanece estabilizado em 16.740, enquanto o total de pessoas desabrigadas soma 17.907. No momento, mais de 23,5 mil desabrigados continuam acolhidos em 107 acampamentos temporários espalhados pelas regiões mais afetadas.
Colapso de infraestrutura e tremores secundários
A dimensão da catástrofe reflete-se na destruição física: os relatórios oficiais registram 856 edifícios danificados e cerca de 190 estruturas que ruíram por completo. Desde o duplo evento telúrico — que ocorreu com sismos de magnitude 7,2 e 7,5 na Escala Richter a 200 km de Caracas e com intervalo inferior a um minuto —, o Serviço Geológico dos Estados Unidos e órgãos locais contabilizaram 1.405 réplicas na região.
Diante do colapso habitacional, a presidente interina, Delcy Rodríguez, liderou a entrega das primeiras chaves de apartamentos para mais de 240 famílias atingidas. O plano do Executivo venezuelano é concluir a recuperação de 4 mil moradias até dezembro e alcançar a marca de mais de 10 mil habitações entregues até 2027, aproveitando e finalizando estruturas de prédios que estavam com obras paralisadas.
Mobilização e ajuda internacional
O drama humanitário mobilizou a comunidade internacional desde as primeiras horas após os abalos. Equipes especializadas em busca e salvamento de diversos países — incluindo Brasil, Portugal e integrantes da União Europeia — atuam no suporte logístico e no socorro às populações isoladas.
O governo brasileiro reforçou o apoio humanitário ao país vizinho enviando um lote adicional com mais de 4,5 toneladas de vacinas. O objetivo do envio emergencial de imunizantes é conter o risco de surtos epidemiológicos e doenças infecciosas nos abrigos e acampamentos provisórios que concentram milhares de famílias deslocadas.
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