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Reino Unido oferece ajuda à Espanha diante de crise migratória

Primeiro-ministro britânico manifestou preocupação com a chegada de milhares de pessoas ao enclave de Ceuta, enquanto países do bloco europeu debatem o fechamento de fronteiras

Por Agência Lusa — Publicado em 31/07/2026 às 16:56 – Foto: REUTERS/Fabian Bimmer

O governo britânico anunciou nesta sexta-feira (31) que colocou à disposição das autoridades espanholas suporte técnico e operacional para lidar com a recente entrada em massa de milhares de migrantes provenientes de Marrocos no enclave de Ceuta, localizado no Norte da África. A declaração foi dada em Londres pelo primeiro-ministro britânico, Andy Burnham.

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“Esta é, obviamente, uma questão relevante da esfera do governo espanhol, mas causa preocupação. Estamos atualmente em contato com as autoridades espanholas para oferecer o nosso apoio, mas também para compreender melhor as implicações desta situação”, declarou o chefe de governo.

Reação europeia e ameaça de suspensão do Espaço Schengen

O governo autônomo de Ceuta estima que cerca de 60 mil migrantes irregulares tenham ingressado no território nos últimos dias, provocando uma crise humanitária local e desdobramentos diplomáticos pela Europa. Embora o Reino Unido não faça parte do Espaço Schengen, a situação gerou reações imediatas entre os países-membros da União Europeia.

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, defendeu a adotação de medidas excepcionais, proposta que recebeu apoio imediato de governos como o da Finlândia e da Dinamarca:

“Estamos reunindo as autoridades competentes e estamos prontos para agir, inclusive por meio de medidas excepcionais, como a suspensão do Espaço Schengen com a Espanha”, afirmou Meloni.

Já o chanceler alemão, Friedrich Merz, fez um apelo para que o governo espanhol bloqueie a entrada de migrantes irregulares no continente e cobrou do governo marroquino o repatriamento imediato dos cidadãos.

Países / Organizações Posição Oficial e Ações Anunciadas
Espanha (Pedro Sánchez) Classificou o episódio como violação territorial e culpou redes de tráfego humano.
Reino Unido (Andy Burnham) Ofereceu assistência operacional e manifestou preocupação com a crise.
Itália (Giorgia Meloni) Propôs a suspensão temporária da Espanha do Espaço Schengen.
Alemanha (Friedrich Merz) Exigiu a devolução imediata dos migrantes e maior rigor na fronteira europeia.

Entenda a origem da crise em Ceuta

A onda migratória intensificou-se a partir da cidade marroquina de Fnideq, vizinha ao enclave espanhol. O movimento de milhares de jovens e adolescentes foi motivado por falsos rumores espalhados em redes sociais que afirmavam que as fronteiras terrestres e marítimas haviam sido abertas.

Diante do grande fluxo de pessoas tentando contornar as cercas de arame farpado ou atravessar a área costeira a nado, autoridades policiais confirmaram a morte de pelo menos 34 migrantes, sendo 18 por afogamento.

Ceuta possui cerca de 80 mil habitantes e, ao lado do enclave de Melilla, representa a única fronteira terrestre direta entre o continente africano e a União Europeia. O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, visitou a região acompanhado do ministro do Interior e reiterou que Madri e Rabat atuam em cooperação para combater as máfias de tráfico de pessoas responsáveis pelo incitamento do fluxo.

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