Material estava denreo de um ônibus, em Nova Iguaçu
Agência Brasil – Publicado em 22/05/2026 – 13:49
Foto – PCRJ/Divulgação
A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro desarticulou uma importante rota de escoamento de produtos piratas voltados ao mercado do futebol. Agentes lotados na Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) efetuaram a apreensão de mais de 200 mil figurinhas falsificadas do álbum da Copa do Mundo de 2026. O flagrante ocorreu na última quinta-feira (21), durante uma abordagem estratégica realizada no interior de um ônibus de viagem no município de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
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Além do volume expressivo de pacotes de cromos colecionáveis idênticos aos oficiais, a fiscalização especializada localizou e reteve centenas de camisas da Seleção Brasileira com severos indícios de falsificação têxtil e de marca. Todo o estoque clandestino estava acomodado de forma camuflada no compartimento inferior de cargas e bagagens do veículo coletivo. De acordo com o relatório de inteligência policial, o material falsificado tinha como destino o abastecimento de comércios populares na capital fluminense e em municípios vizinhos da região metropolitana.
Perícia, Destruição dos Itens e Desdobramento do Inquérito
A delegacia especializada informou que os procedimentos legais já foram instaurados para neutralizar o impacto comercial do lote clandestino. Como os itens violam diretamente a legislação de marcas e patentes (Lei de Propriedade Industrial) e ferem os direitos fundamentais contidos no Código de Defesa do Consumidor, os passos determinados pelo protocolo policial seguirão o seguinte rito:
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Análise Técnica: Todo o material apreendido será submetido a exames de perícia papiloscópica e grafotécnica para comprovar a fraude de impressão;
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Descarte: Após a emissão dos laudos criminais, os milhares de cromos e vestuários serão totalmente inutilizados e destruídos;
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Expansão das Investigações: A DRCPIM mantém diligências em campo com o objetivo de mapear os laboratórios gráficos de produção e as rotas logísticas secundárias que alimentam a pirataria no estado.
O Mercado Oficial e o Tamanho do Álbum de 2026
A pirataria se aproveita do forte apelo emocional e financeiro que o colecionismo de futebol exerce sobre a população a poucos meses do início do mundial de seleções. Comercializados de forma regularizada em bancas de jornal e redes de distribuição autorizadas, os pacotes originais da editora detentora dos direitos são vendidos pelo preço tabelado de R$ 7, contendo sete unidades de figurinhas por envelope.
O mercado paralelo ilegal tenta capturar o consumidor oferecendo valores abaixo do custo oficial, valendo-se também da alta demanda inflacionada pelo tamanho do desafio deste ano. O livro ilustrado da Copa do Mundo de 2026 consolidou-se como a maior edição já fabricada na história da modalidade, reflexo direto da expansão do torneio da FIFA para o formato de 48 seleções nacionais, exigindo que os colecionadores encontrem um total recorde de 980 figurinhas para preencher o álbum por completo.
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