Decisão da Justiça de Marília negou novo pedido de liberdade impetrado pela defesa do pecuarista Ralf Tadeu Inforzato Gaspar. Ele está preso acusado de encomendar a morte de um homem. O executor Anderson Ricardo Lopes, o “Ricardinho Kong”, teria confundido o alvo e executado a tiros por engano o empresário Walter Luiz Aparecido Marcondelli Junior, de 40 anos, o “Val”, em crime ocorrido em dezembro do ano passado, no bairro Fragata, na região central de Marília.
Na resposta à acusação da denúncia oferecida pelo Ministério Público, a defesa do pecuarista faz série de pedidos, entre eles a revogação da prisão preventiva.
No despacho publicado na edição de quarta-feira (30) no Diário Oficial do Estado de São Paulo, o juiz da 2ª Vara Criminal de Marília, Paulo Gustavo Ferrari, indefere a solicitação do pecuarista.
“A prisão está sustentada não apenas por uma possível obstrução na colheita de provas, mas também na gravidade em abstrato do delito de homicídio qualificado, que tem pena máxima reclusiva bem superior a quatro anos, além da gravidade em concreto, pois foi cometido em via pública de grande circulação, em plena luz do dia e com extrema violência, causando grande trauma social e abalo à ordem pública”, decidiu.
Com a decisão, o pecuarista permanece recolhido em penitenciária na região. Ele foi indicado pelo crime de homicídio qualificado e pode pegar uma pena de até 30 anos de prisão em regime fechado.
Investigação – Mesmo após encaminhar para a Justiça, o relatório da investigação com o indiciamento do pecuarista e de “Ricardinho Kong” pela morte de “Val”, a Polícia Civil permanece investigando o caso e não descarta outras hipóteses como motivação do assassinato.
“É um caso muito complexo e com muitas pessoas envolvidas. A investigação prossegue e estamos rastreando também o dinheiro de um seguro de vida da vítima, que teve como beneficiária sua ex-mulher”, disse o delegado.
O delegado da DIG ainda relatou a reportagem do Jornal da Manhã, que “Ricardinho Kong” teria dito em seu depoimento que cometeu o crime sob a promessa de dinheiro. “Alegou que não havia recebido o combinado, pois teria matado o alvo errado”, afirmou.
Caso – “Val” foi executado a tiros na manhã do dia 7 de dezembro em frente a um estacionamento de veículos na rua Doutor Reinaldo Machado, no bairro Fragata, na região central de Marília.
O crime teria ocorrido por volta das 8 horas. A vítima estaria parada em frente ao estacionamento de veículos quando uma motocicleta parou. O condutor desceu do veículo e efetuou os cinco disparos. O homem não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Na fuga, o criminoso abandonou a arma usada no assassinato. A ação foi filmada por câmeras de segurança de comércios nas proximidades.
Fonte: Jornal da manhã


