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Cresce o número de acidentes domésticos entre idosos no Paraná. Saiba como prevenir

Especialista do Pilar Hospital orienta famílias sobre situações de risco e medidas que podem ser tomadas para evitar quedas e outras ocorrências

Quedas, cortes, engasgos, intoxicações, queimaduras e choques elétricos estão entre as principais causas de acidentes com a população idosa do Paraná dentro de casa. O alerta é da Secretaria de Saúde, com base nas mais de 35 mil ocorrências atendidas pelo Corpo de Bombeiros, de acordo com dados divulgados no final de setembro.

Os números de 2025 reforçam uma tendência já observada no ano passado, quando mais de 12 mil internações de pessoas com mais de 60 anos foram registradas no Estado em razão de quedas. As estatísticas acompanham o aumento da expectativa de vida no Paraná e no Brasil, reconhece a médica Fabiana Weffort Caprilhone, geriatra do Pilar Hospital, em Curitiba.

“Com o avanço da idade, é comum que comorbidades como doenças cardiovasculares, diabetes, distúrbios de marcha, sarcopenia, redução de força e até condições neurológicas favoreçam esses acidentes domésticos”, explica. “Também percebemos no consultório o aumento do risco em pacientes com um estilo de vida mais ativo, que acabam sofrendo quedas nas ruas e calçadas”, completa.

Identificação das causas

As quedas são as principais causas de hospitalização entre idosos, mas não as únicas. Problemas de equilíbrio e diminuição da atenção ajudam a explicar as ocorrências, mas Fabiana destaca também as condições clínicas e o uso de medicamentos.

“A presença de doenças crônicas aumenta significativamente o risco de queda”, observa. “Doença de Parkinson, dor musculoesquelética crônica, osteoartrite de joelho, comprometimento cognitivo — especialmente nos quadros demenciais —, histórico de AVC e diabetes estão entre as mais associadas.”

A médica acrescenta que o uso de certos medicamentos também eleva o risco. “Psicotrópicos, sedativos, antidepressivos e alguns anti-hipertensivos podem provocar queda de pressão e desequilíbrio”, explica. “Além disso, o consumo de álcool, que vem crescendo entre pessoas idosas, é outro fator que precisa ser monitorado.”

Fabiana reforça ainda a importância da escolha do calçado. “Sapatos com sola dura e fina foram associados a melhor equilíbrio. Já chinelos e calçados muito macios ou frouxos podem aumentar o risco de escorregões e quedas”, orienta.

Por isso, a médica recomenda atenção das famílias tanto às condições de saúde quanto ao ambiente em que o idoso vive. “Vai ser necessário um planejamento, uma adaptação do espaço para que o idoso – mais frágil ou mais ativo – tenha a segurança necessária”, alerta.

Medidas necessárias

A prevenção passa pela melhoria da saúde e da qualidade de vida desse indivíduo com mais de 60 anos. Fabiana indica a suplementação de vitamina D e cirurgias de correção de catarata para melhorar a visão, sem esquecer a prática de atividade física, que traz benefícios comprovados para todo o organismo.

“Pode-se optar pela atividade aeróbica, como uma caminhada, mas principalmente a de resistência — como musculação, pilates ou ioga —, que aumentam a força e a estabilidade”, orienta. “Lembrando que qualquer medida medicamentosa, cirúrgica e até mesmo de exercícios físicos deve ser orientada pelo seu médico de referência”, acrescenta.

Em casa, a médica destaca a importância de um bom planejamento. A adaptação do ambiente deve incluir barras de segurança, elevação do vaso sanitário, iluminação adequada nos corredores e a retirada de tapetes e obstáculos que aumentem o risco de quedas. 

Sobre o Pilar Hospital

Com mais de 60 anos de tradição, o Pilar Hospital é reconhecido como referência na integração de tecnologia avançada e atendimento humanizado. Localizado no bairro Bom Retiro, em Curitiba, o hospital atende pacientes de todo o Paraná, oferecendo suporte essencial em 44 especialidades médicas. Sua estrutura robusta inclui mais de 81 leitos de enfermaria, 39 unidades de terapia intensiva e o Pilar Centro Médico, que realiza até 900 procedimentos cirúrgicos de baixa e média complexidade por mês, consolidando seu papel na qualidade e acesso à saúde para os paranaenses.

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