Prática altera o comportamento de macacos, quatis e saguis e expõe frequentadores ao risco de ataques no Bosque Municipal.
Por Redação – Publicado em 12/08/2026 – 17:15
A Prefeitura de Marília, por meio da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Serviços Públicos, emitiu um alerta sobre a proibição de alimentar animais silvestres que vivem ou frequentam o Bosque Municipal. A medida de conscientização foi reforçada após fiscais registrarem visitantes — em especial adultos acompanhados por crianças — oferecendo frutas, biscoitos e outros alimentos para macacos-pregos para tirar fotos.
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A rotina do local conta com a presença diária de um bando de aproximadamente 30 macacos-pregos que saem do fundo do vale, atrás da Rua Santa Helena, para passar parte do dia na área do bosque. A oferta constante de comida e a atração por resíduos descartados de forma inadequada em lixeiras têm acostumado os animais à presença humana, gerando desequilíbrio no ecossistema local.

Riscos para a fauna e para a população
A prática de fornecer alimentos a espécies como macacos-pregos, quatis e saguis traz graves consequências:
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Prejuízos à saúde animal: Produtos ultraprocessados ou frutas inadequadas causam danos à saúde dos bichos, que deixam de buscar o alimento natural presente na mata e perdem a autonomia de sobrevivência.
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Comportamento agressivo: Ao se habituarem a receber comida de humanos, os animais passam a exigir o alimento, o que eleva o risco de ataques, arranhões e mordidas em adultos e crianças.
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Transmissão de zoonoses: A proximidade física aumenta as chances de transmissão de doenças entre humanos e animais silvestres.

Orientação aos visitantes
O secretário adjunto do Meio Ambiente e Serviços Públicos, Rodrigo Más, faz um apelo para que as famílias respeitem o ecossistema do parque:
“Pedimos a conscientização da população e a vigilância constante dos pais para não alimentar a fauna. Aprecie, fotografe e contemple os nossos animais silvestres, mas sempre mantendo uma distância de segurança e respeitando a vida selvagem.”
A administração do espaço orienta que todo o lixo seja descartado exclusivamente em lixeiras protegidas e que os adultos instruam as crianças a admirar a vida selvagem à distância, sem interferir no comportamento das espécies.
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