Avanço foi puxado pelo crescimento de 20,5% da força de trabalho feminina, maior nível de escolaridade e alta do trabalho por conta própria.
Por Rayane Moura / Redação — Publicado em 23/09/2026
O mercado de trabalho brasileiro atingiu a marca histórica de 103 milhões de pessoas ocupadas em 2025, o maior contingente já registrado desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, iniciada em 2012. Paralelamente, o número de pessoas desocupadas recuou para 6,1 milhões, atingindo o menor patamar já contabilizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
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Comparado a 2012, o total de trabalhadores ocupados no país teve uma expansão de 15,4%, saltando de 89,3 milhões para os atuais 103 milhões. A força de trabalho total do Brasil soma hoje 109,1 milhões de pessoas, enquanto 65 milhões permanecem fora do mercado.
Protagonismo feminino e avanço na escolaridade
As mulheres foram o principal motor dessa expansão. Entre 2012 e 2025, o contingente de trabalhadoras femininas cresceu 20,5%, com a inserção de 7,6 milhões de mulheres no mercado, totalizando 44,8 milhões de ocupadas (43,5% do total). Entre os homens, a alta foi mais modesta, de 11,7%, somando 58,2 milhões de trabalhadores.
O perfil de qualificação da população trabalhadora também passou por uma transformação expressiva:
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Ensino Médio e Superior Incompleto: Representam 43,6% dos ocupados em 2025 (contra 35,7% em 2012).
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Ensino Superior Completo: Alcançou 24,9% dos trabalhadores (ante 14,1% em 2012).
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Sem Instrução ou Fundamental Incompleto: Teve uma forte queda, caindo de 32,6% para 18,3% do contingente ocupado.
Ao todo, 68,5% dos trabalhadores brasileiros contam atualmente com pelo menos o ensino médio completo, refletindo o aumento do acesso e permanência dos jovens nas escolas.
Mudanças nos setores e trabalho por conta própria
A expansão do emprego nos últimos anos foi puxada prioritariamente pelo setor de serviços e pela administração pública. Entre 2012 e 2025, a área de administração pública, saúde, educação e serviços sociais incorporou 4,9 milhões de pessoas, enquanto o segmento de informação, comunicação, finanças e administração agregou 3,8 milhões de trabalhadores. Em contrapartida, atividades tradicionais perderam espaço: a agropecuária registrou a redução de 2,3 milhões de ocupados no período.
| Grupamento de Atividade | Ocupados 2012 (mil) | Ocupados 2025 (mil) | Part. 2012 (%) | Part. 2025 (%) |
| Comércio e reparação de veículos | 17.008 | 19.477 | 19,1% | 18,9% |
| Adm. pública, educação, saúde e serviços sociais | 14.057 | 18.967 | 15,7% | 18,4% |
| Informação, finanças, atividades prof./admin. | 9.566 | 13.400 | 10,7% | 13,0% |
| Indústria geral | 12.973 | 13.321 | 14,5% | 12,9% |
| Agropecuária, pesca e aquicultura | 10.131 | 7.876 | 11,4% | 7,6% |
| Construção | 7.602 | 7.373 | 8,5% | 7,2% |
No tocante à posição na ocupação, os empregados formais e informais continuam representando a grande maioria (69%), sendo que o setor privado com carteira assinada é a principal modalidade (37,8%). Contudo, destaca-se a expansão dos trabalhadores por conta própria, cuja representatividade subiu de 22,4% para 25,4% dos ocupados, refletindo o aumento do empreendedorismo e de alternativas autônomas de renda.
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