Tribunal Superior do Trabalho julgou o movimento como não abusivo, garantiu reajuste salarial de 4,09% e determinou a reposição das horas paradas.
Por Ismael Jales, g1 — Publicado em 25/09/2026 – 10:59 – Foto: Divulgação
A greve nacional dos funcionários dos Correios chegou ao fim após 15 dias de paralisação. Em assembleias realizadas na noite de quinta-feira (24 de setembro), a categoria aprovou o encerramento do movimento e iniciou o retorno gradual às atividades a partir das 22h, cumprindo as determinações estabelecidas pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).
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O julgamento do dissídio coletivo foi concluído pelo tribunal após ter sido suspenso na última segunda-feira (21 de setembro) para análise de documentos. Por maioria de votos, os ministros consideraram a paralisação não abusiva, rejeitando o pedido da diretoria dos Correios para declaração de ilegalidade e aplicação de multa diária aos sindicatos.
O Que Ficou Definido Pelo TST
A decisão do Tribunal Superior do Trabalho estabeleceu os parâmetros para o encerramento do impasse trabalhista:
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Reajuste Salarial: Concessão de reajuste de 4,09% nos vencimentos dos empregados.
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Manutenção do Acordo Coletivo: Preservação de 73 cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) vigente, segundo o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de São Paulo (Sintect-SP).
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Compensação dos Dias Parados: Autorização para que as horas não trabalhadas durante os 15 dias de greve sejam devidamente compensadas.
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Classificação do Movimento: Julgamento da greve como legítima e não abusiva, por entender que as exigências legais e os prazos foram cumpridos pelas entidades representativas.
Motivação da Paralisação e Próximos Passos
A greve teve início no dia 10 de setembro, impulsionada pela rejeição das propostas apresentadas pela estatal durante a negociação coletiva. O principal ponto de desacordo residia nas alterações propostas para o plano de saúde dos funcionários, aposentados e dependentes. Os trabalhadores defendiam a manutenção do modelo com os Correios na condição de mantenedores diretos para evitar a elevação dos custos familiares.
As entidades sindicais informaram que aguardam a publicação oficial do acórdão do TST para detalhar os critérios específicos da compensação de horas e os termos finais aprovados para a gestão do plano de saúde.
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