Oferta restrita de gado acabado e necessidade das indústrias em formar escalas de abate sustentam valorização contínua das cotações nas principais praças do país.
Por Redação — Publicado em 09/10/2026 09:33 – Foto: Divulgação
O mercado físico do boi gordo mantém a trajetória de alta nas principais regiões produtoras do Brasil. O movimento ascendente é impulsionado principalmente pela oferta restrita de animais prontos para o abate e pela postura cautelosa dos pecuaristas, que seguram os lotes à espera de valores mais altos.
Diante do encurtamento das escalas de abate, as indústrias frigoríficas seguem ativas na compra e vêm elevando gradualmente as cotações oferecidas para garantir a programação das próximas semanas. O aquecimento das vendas no atacado e a proximidade do feriado prolongado de 12 de outubro também colaboram para sustentar a demanda e reforçar o viés altista no curto prazo.
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Em praças estratégicas como São Paulo, a arroba atingiu marcas históricas, com o indicador Cepea/Esalq registrando patamares recordes nominais na casa dos R$ 376. Aumentos expressivos também foram observados em estados como Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Minas Gerais, onde os reajustes diários variaram entre R$ 5 e R$ 10 por arroba.
Analisistas do setor avaliam que os fundamentos do mercado permanecem favoráveis ao produtor rural. A expectativa é de que o mercado continue firme nos próximos dias, dado o cenário de retenção no campo e a necessidade das indústrias de manterem o abastecimento do varejo e das exportações.
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