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Preço do trigo sobe no Brasil com oferta restrita de grãos para moagem, apesar da queda externa

Apesar do recuo nas cotações internacionais, chuvas no Sul reduzem o volume de grãos tipo pão e alta do câmbio encarece a importação do cereal.

Por Redação – Publicado em 27/10/2026 – 16:05

O mercado brasileiro de trigo registra valorização nos preços internos do grão, contrariando a tendência de queda verificada nas bolsas internacionais. A alta é impulsionada pela oferta restrita de cereal adequado para a moagem e pelo impacto do câmbio nas importações. As chuvas volumosas e a umidade prolongada na Região Sul prejudicaram a qualidade das lavouras em fase de colheita, reduzindo a disponibilidade do produto tipo pão para a indústria de panificação.

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De acordo com análises do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as médias parciais praticadas em outubro atingiram os maiores patamares do ano em termos reais. Enquanto grande parte da produção sulista tem sido classificada como feed (destinada prioritariamente à alimentação animal e exportação), os moinhos encontram dificuldades para adquirir lotes que atendam aos padrões industriais exigidos.

Dólar encarece importação do grão em Santa Catarina

Além do problema qualitativo na safra nacional, a alta do dólar frente ao real encareceu a compra do cereal importado. Dados da consultoria TF Agroeconômica indicam que o movimento cambial adicionou um custo aproximado de R$ 170 por tonelada ao trigo importado em Santa Catarina.

No estado catarinense, a estimativa da Epagri aponta que a safra 2026/27 de trigo deve alcançar 243 mil toneladas, o que representa uma queda de 37% na produção em relação ao ciclo anterior, impulsionada pela redução de 35% na área semeada.

Discrepância de preços por qualidade no Paraná e no Rio Grande do Sul

Nos estados produtores do Sul, o mercado reflete disparidades acentuadas de preços de acordo com o padrão do lote:

  • Paraná: Com relatos de grãos brotados no campo devido ao excesso de chuva, o trigo tipo 1 é indicado a R$ 1.650 por tonelada, enquanto o tipo 2 sai a R$ 1.450 e o tipo 3 a R$ 1.200 (condição CIF). O trigo voltado para ração é cotado entre R$ 1.100 e R$ 1.150 por tonelada nos portos.

  • Rio Grande do Sul: Vendedores ajustaram pedidas de R$ 1.700 para R$ 1.850 por tonelada, embora a falta de sol continue dificultando a secagem do cereal no campo. O trigo argentino posto em Porto Alegre teve indicação de US$ 320 a tonelada.

Pressão externa e estimativa de safra na Argentina

No cenário internacional, o mercado observa o avanço da colheita na Argentina. A Bolsa de Comércio de Rosário (BCR) elevou a projeção para a safra argentina 2026/27 para 23,8 milhões de toneladas — o segundo maior volume dos últimos 17 anos. Contudo, para os compradores brasileiros, o alívio na cotação do país vizinho vem sendo neutralizado pela desvalorização do real.

Fonte consultada: Portal do Agronegócio (com informações do Cepea e TF Agroeconômica)

Saiba mais 📲https://portaldacidademarilia.com.br/

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