Proposta defendendo o fim do bloqueio econômico obteve 130 votos favoráveis na Assembleia Geral, refletindo forte pressão diplomática norte-americana.
Por Iara Balduino (Agência Brasil) — Publicado em 28/10/2026 17:30 – Foto: REUTERS/Mike Segar
A Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) aprovou nesta quarta-feira (28) mais uma resolução contrária ao embargo econômico unilateral mantido pelos Estados Unidos contra Cuba.
A medida obteve 130 votos favoráveis — incluindo o posicionamento do Brasil —, além de 17 votos contrários e 25 abstenções. Apesar da aprovação, o placar representou o menor nível de apoio internacional ao fim do bloqueio em 30 anos. A queda expressiva no número de adesões decorre de uma intensa campanha diplomática promovida pelos Estados Unidos junto a seus aliados para rejeitar o texto.
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Histórico de votações e posições do Brasil
A pauta já foi submetida à votação na ONU em 33 ocasiões. Quando o tema foi votado pela primeira vez, em 1992, apenas 59 países apoiaram a medida. O ápice do apoio ocorreu entre 2015 e 2017 — período correspondente à administração do ex-presidente norte-americano Barack Obama, que buscou reaproximação diplomática com a ilha —, quando 191 nações votaram pelo fim do embargo.
Em quase todas as edições históricas, o Brasil posicionou-se favoravelmente ao fim das sanções. As únicas exceções ocorreram durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro: em 2019 o país votou contra a resolução, enquanto nos anos de 2021 e 2022 optou pela abstenção.
Crise humanitária e agravamento das sanções
O embargo econômico contra Cuba foi implementado pelos Estados Unidos em 1960, em retaliação à revolução cubana ocorrida no ano anterior.
O cenário humanitário e econômico da ilha agravou-se acentuadamente com a intensificação das sanções pelo governo de Donald Trump. Atualmente, o país enfrenta graves episódios de escassez de energia, combustível, gás de cozinha, insumos médicos e serviços essenciais, com um salto inflacionário de 25% registrado em 2026 na comparação com o ano anterior.
Fonte consultada: Agência Brasil
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