Acidente envolveu composições das operadoras Renfe e Iryo na linha que liga Madri a Sevilha; dois vagões caíram por um aterro e o plano territorial de emergência foi ativado.
Por Jônatas Levi — Madri, Espanha — Publicado em 28/10/2026 09:07 – Atualizado em 15:32 Foto: Reprodução
Uma tragédia ferroviária atingiu a Espanha na manhã desta quarta-feira (28). A colisão entre dois trens de passageiros de alta velocidade na província de Toledo deixou ao menos 68 mortos e dezenas de feridos, segundo balanço atualizado divulgado pela Proteção Civil e veiculado pela imprensa espanhola.
O acidente envolveu composições das operadoras Renfe e Iryo na linha de alta velocidade que conecta a capital Madri a Sevilha, na região da Andaluzia. Com a força da colisão, descrita inicialmente como um choque por alcance, dois vagões descarrilaram e caíram por um aterro.
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Mobilização de emergência e resgate
Diante da gravidade da ocorrência, o governo regional de Castilla-La Mancha ativou o Plano Territorial de Emergência (PLATECAM) na província de Toledo. Uma ampla estrutura de socorro foi mobilizada para a região atingida, incluindo:
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Bombeiros dos parques regionais de Alcázar de San Juan e Orgaz;
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Agentes da Proteção Civil de municípios vizinhos;
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Três helicópteros sanitários e duas unidades móveis de UTI.
O prefeito da cidade vizinha de Urda, Manuel Galán, confirmou que a Defesa Civil solicitou a preparação de um pavilhão municipal para acolher passageiros e prestar assistência emergencial aos familiares.
Suspensão do tráfego ferroviário e repercussão política
A Adif (administradora da infraestrutura ferroviária espanhola) e a operadora Renfe anunciaram a interrupção total da circulação na linha de alta velocidade entre Madri, Ciudad Real e a região da Andaluzia. Até o momento, não há previsão para a normalização dos serviços ferroviários no trecho.
O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, e o ministro dos Transportes, Óscar Puente, cancelaram compromissos da agenda oficial para acompanhar o resgate e as investigações. O presidente regional de Castilla-La Mancha, Emiliano García-Page, também acompanha o trabalho das equipes em solo.
Representantes do Sindicato Ferroviário espanhol afirmaram que as causas do acidente ainda estão sob apuração pelas autoridades competentes. A hipótese de falha humana foi citada em relatos preliminares, mas não há confirmação oficial sobre a dinâmica exata que levou as duas composições a estarem na mesma linha.
Mais de 500 passageiros estavam nos trens
De acordo com a porta-voz do governo regional, Esther Padilla, um dos trens transportava 147 pessoas, incluindo um bebê, enquanto o outro levava 397 passageiros.
Ao todo, eram 544 pessoas nas duas composições, conforme o levantamento divulgado pelas autoridades.
O número de mortos aumentou ao longo da manhã, à medida que as equipes avançaram nos trabalhos de resgate.
Os primeiros balanços indicavam dezenas de vítimas fatais, mas a contagem foi atualizada para pelo menos 68 mortes.
As autoridades alertam que o total poderá sofrer novas alterações.
Entre os sobreviventes, há pessoas com ferimentos graves que necessitaram de atendimento médico de emergência.
Equipes de resgate trabalham entre os destroços
Bombeiros, profissionais de saúde, policiais e equipes especializadas foram mobilizados para atender às vítimas.
Uma unidade militar de emergência também foi enviada à região para auxiliar nos trabalhos.
Helicópteros participaram das operações, enquanto ambulâncias transportaram feridos para unidades hospitalares.
Em Urda, foi organizado um espaço de acolhimento para passageiros e familiares, com apoio da Cruz Vermelha.
O governo regional de Castilla-La Mancha pediu doações de sangue para ajudar no atendimento aos feridos.
As autoridades concentram esforços na localização de vítimas, no atendimento médico e na estabilização da área atingida.
Governo espanhol acompanha situação
O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, manifestou solidariedade às vítimas e informou que mantém contato com as autoridades responsáveis pelo atendimento à emergência.
O governo acompanha os trabalhos de resgate e a investigação sobre as circunstâncias da colisão.
A administradora da infraestrutura ferroviária espanhola, Adif, confirmou a suspensão do tráfego na linha de alta velocidade entre Madri e a Andaluzia.
A interrupção deverá permanecer enquanto forem realizados os procedimentos de segurança e avaliação dos danos.
Ainda não há uma conclusão oficial sobre eventuais falhas técnicas ou responsabilidades pelo acidente.
Brasil manifesta solidariedade às vítimas
O Ministério das Relações Exteriores divulgou uma manifestação de solidariedade ao povo espanhol e às famílias das vítimas.
O Itamaraty informou que acompanha a situação por meio dos consulados brasileiros na Espanha.
A medida busca identificar possíveis brasileiros afetados pelo acidente e oferecer assistência consular, caso necessário.
Até as informações consultadas para esta atualização, não havia confirmação de vítimas brasileiras.
Espanha enfrenta novo acidente ferroviário grave
A tragédia ocorre meses depois de outro acidente de grande proporção na rede ferroviária espanhola.
Em janeiro de 2026, uma colisão nas proximidades de Adamuz, na província de Córdoba, deixou 46 mortos e mais de uma centena de feridos.
O episódio provocou discussões sobre manutenção, segurança e fiscalização da infraestrutura ferroviária do país.
A nova colisão deverá intensificar a atenção sobre as condições de operação das linhas de alta velocidade.
As autoridades espanholas ainda trabalham para esclarecer a dinâmica do acidente desta quarta-feira e determinar suas causas.
Fonte consultada: Informações de agências e veículos de imprensa internacionais da Espanha.
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