HomeSaúdeAspirina na oncologia: Medicamento centenário pode ser novo aliado contra o câncer

Aspirina na oncologia: Medicamento centenário pode ser novo aliado contra o câncer

Estudos indicam que o fármaco reduz riscos em pacientes geneticamente predispostos e pode inibir a propagação de metástases via sistema imunológico

Por Redação – Publicado em: 24/04/2026 às 09:53

A aspirina, amplamente conhecida por suas propriedades analgésicas e cardiovasculares, está ganhando um novo e promissor capítulo na medicina moderna: o combate ao câncer. Evidências científicas recentes sugerem que o medicamento pode não apenas prevenir o surgimento de tumores em grupos de risco, mas também dificultar a disseminação da doença (metástase) pelo organismo.

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Prevenção no Câncer Colorretal

Um dos avanços mais consolidados refere-se a pacientes com a Síndrome de Lynch, uma condição genética que eleva as chances de câncer intestinal.

  • Estudo Histórico: Pesquisas lideradas pelo professor John Burn demonstraram que o uso contínuo de aspirina reduziu pela metade o risco de câncer colorretal nesse grupo.

  • Dosagem: Novos dados indicam que doses baixas (entre 75 mg e 100 mg) podem ser tão eficazes quanto doses mais altas, com a vantagem de serem mais seguras para o paciente.

O Mecanismo: Ativando o Sistema Imune

Uma pesquisa publicada na revista Nature em 2025 revelou como a aspirina atua diretamente contra as metástases. Segundo a oncologista Tatiane Montella, da Oncoclínicas, o fármaco interfere na produção de tromboxano A2 e inibe a proteína COX-2.

“Essa inibição permite que a célula T, nossa célula de defesa, fique mais ativa para combater possíveis metástases”, explica a médica.

Na prática, o sistema imunológico torna-se mais “atento” e eficiente para destruir células tumorais que tentam se espalhar para outros órgãos.

Desafios e Cuidados: O Risco do Uso Indiscriminado

Apesar do entusiasmo da comunidade científica, especialistas alertam que a aspirina não deve ser utilizada sem prescrição médica. O uso sem orientação pode acarretar riscos graves, como:

  • Hemorragias: Sangramentos no trato gastrointestinal que podem ser fatais.

  • Indefinição de Dosagem: Ainda não há consenso sobre a dose ideal ou o tempo de uso para pacientes que não pertencem aos grupos de alto risco já estudados.

O Futuro da Terapia

Atualmente, grandes ensaios clínicos investigam se os benefícios observados no intestino podem ser replicados em cânceres de mama e próstata. O objetivo é transformar um medicamento de baixo custo e fácil acesso em uma ferramenta complementar de alta eficácia na oncologia de precisão.

Sobre a Oncoclínicas&Co

Com mais de 140 unidades no Brasil e parcerias internacionais como o Dana-Farber Cancer Institute (Harvard), a Oncoclínicas foca em medicina de precisão e genômica para democratizar o tratamento oncológico de alta complexidade.

Leia mais 📲https://portaldacidademarilia.com.br/

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