Todos os cinco grandes agrupamentos econômicos apresentaram resultado positivo; estoque total de trabalhadores com carteira assinada atinge 48 milhões no país
Por Luciano Nascimento (Agência Brasil) — Publicado em 30/07/2026 às 09:09 – Foto: Marcello Casal Jr
O Brasil encerrou o mês de junho com um saldo positivo de 145.161 empregos com carteira assinada. Os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O resultado no mês decorreu de 2.220.131 admissões frente a 2.074.970 desligamentos.
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Com o desempenho de junho, o estoque total de empregos formais no país alcançou 48.032.308 postos, representando uma expansão de 0,30% em relação ao mês anterior. No acumulado dos últimos 12 meses, a criação líquida de vagas de trabalho atinge a marca de 942.854 empregos.
Desempenho por setores e regiões
Ppela primeira vez no ano, todos os cinco grandes agrupamentos econômicos fecharam o mês no campo positivo:
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Serviços: +74.514 postos
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Agropecuária: +22.898 postos
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Comércio: +19.177 postos
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Construção Civil: +14.136 postos
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Indústria: +4.438 postos
Entre as regiões, o Sudeste liderou o volume de contratações com saldo de 70.383 postos, seguido pelo Nordeste (+34.433), Centro-Oeste (+19.617), Sul (+10.453) e Norte (+9.633).
No recorte por unidades da federação, 25 dos 27 estados registraram saldo positivo. Em termos absolutos, as maiores altas ocorreram em São Paulo (+34.981), Minas Gerais (+20.805) e Rio de Janeiro (+16.856). As únicas retração foram observadas no Espírito Santo (-2.259) e no Tocantins (-135).
Salário médio e perfil dos contratados
O salário médio real de admissão em junho ficou em R$ 2.404,34, o que representa um ganho real de R$ 16,90 na comparação com o mês de maio.
A absorção de jovens continuou sendo o principal motor do indicador: os trabalhadores na faixa de 18 a 24 anos responderam por 100.597 das vagas criadas. Do ponto de vista de raça e cor, os trabalhadores autodeclarados pardos somaram 106.176 postos, enquanto os brancos registraram 28.636 e os pretos, 20.199 vagas.
MTE critica taxa de juros e cenário externo
Apesar do resultado positivo, houve uma queda na geração de vagas em relação a junho do ano anterior, quando o país havia criado 161.999 postos formais.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, atribuiu a desaceleração no ritmo de criação de empregos à política monetária do Banco Central (BC), citando o patamar da taxa Selic, mantida em 14,25% ao ano após um corte recente de 0,25 ponto percentual. Marinho também citou impactos de barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos e a volatilidade do mercado internacional de petróleo em decorrência de conflitos mundiais.
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