Imprensa internacional destaca a perda da identidade do futebol brasileiro, questiona decisões de Carlo Ancelotti e exalta atuação decisiva do atacante Erling Haaland.
Por Lincoln Chaves — Repórter da EBC – Publicado em 06/07/2026 15:28 – Foto: Reuters/Mike Segar
A precoce eliminação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 repercutiu fortemente na imprensa internacional nesta segunda-feira (6). Um dia após a derrota por 2 a 1 para a Noruega em Nova Jersey, pelas oitavas de final, as capas e páginas dos principais diários esportivos do planeta foram preenchidas por análises severas, críticas ao desempenho coletivo e até tom de ironia sobre o atual estágio do futebol pentacampeão.
📲Participe do canal do Portal da Cidade de Marília no WhatsApp
Na Argentina, o tradicional diário Olé transformou o tropeço brasileiro em seu destaque principal com a manchete “No compasso do tamborim”. Em sua crônica, o jornal questionou o distanciamento da equipe de suas raízes históricas. “Você se lembra do Brasil que adorava manter a posse de bola? Aquele que reverenciava a habilidade técnica? A modernidade varreu tudo isso”, disparou a publicação, concluindo que o preço por abandonar o próprio DNA custou o Mundial aos brasileiros.
“Haaland fez o Brasil chorar” e o Alívio Italiano
Na Itália, o Corriere dello Sport dividiu sua capa entre a vitória de Charles Leclerc na Fórmula 1 e a queda da equipe comandada pelo compatriota Carlo Ancelotti. Com a chamada “[Erling] Haaland fez o Brasil chorar”, o texto classificou a atual Seleção Brasileira como um time “menor, laborioso e episódico”.

O jornal relembrou que o Brasil completará um jejum de 28 anos sem títulos até a próxima Copa e aproveitou para ironizar a própria situação da Itália — fora do Mundial pela terceira vez consecutiva. Segundo o diário, a eliminação brasileira prova que a Noruega, algoz dos italianos nas eliminatórias, era mesmo “o pior sorteio possível”.
Questionamentos a Vini Jr. e o Fim do Equilíbrio
Na Espanha, o jornal Marca focou os holofotes no clássico ibérico entre Espanha e Portugal, mas reservou espaço para analisar as falhas táticas do Brasil. A reportagem criticou duramente as substituições de Ancelotti no segundo tempo, afirmando que a entrada de Danilo Santos e o recuo de Endrick para a ponta direita destruíram o equilíbrio do time.
O periódico espanhol também estranhou a hierarquia dos batedores de pênalti na Seleção, questionando o motivo de Vinícius Júnior não ter assumido a cobrança desperdiçada por Bruno Guimarães no primeiro tempo. “No Real Madrid, ele conquistou o direito de cobrar pênaltis. No Brasil, ele é a estrela. Custa entender que, no momento de maior responsabilidade, tenha decidido se afastar”, apontou o texto.
Em Portugal, o diário A Bola destacou em sua capa a participação do meia Schjelderup, do Benfica, na jogada do primeiro gol norueguês. Diferente do tom adotado na Espanha, o jornal português preferiu classificar o adeus de Vinícius Júnior como “cruel”, elogiando o nível técnico exibido pelo atacante madrilenho e citando que ele “liderou o ataque e criou jogadas de perigo”, incluindo uma assistência extraordinária desperdiçada por Endrick.
Leia mais 📲https://portaldacidademarilia.com.br/



