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Estudiantes elimina Flamengo por 3 a 2 nos pênaltis no Maracanã e vai à final da Libertadores

Argentinos vencem por 3 a 2 nos pênaltis com três defesas de Muslera e decidem título contra o Verdão no dia 28 de novembro, no Estádio Centenário, em Montevidéu; Brasil busca liderança isolada em títulos

Por Lincoln Chaves – Repórter da EBC – Publicado em 23/10/2026 – 08:49 – Foto:  REUTERS/Ricardo Moraes

A final da Libertadores de 2026 terá gosto de revanche para o Palmeiras. O Estudiantes, que eliminou o Flamengo na noite desta quinta-feira (22), conquistou o primeiro de seus quatro títulos continentais em 1968, justamente contra o Verdão, que estreava em decisões continentais. No próximo dia 28 de novembro, a equipe paulista terá chance de buscar o tetra da América contra o algoz de 58 anos atrás.

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O palco será o mesmo de 1968, mas que também foi o da conquista do bi: o Estádio Centenário, em Montevidéu. Em 2021, o Palmeiras levantou a taça na capital uruguaia ao superar o Flamengo por 2 a 1, em partida marcada pelo erro do volante Andreas Pereira – hoje no próprio Alviverde – que resultou no gol do atacante Deyverson.

Estudiantes cala Maracanã

A expectativa era pelo repeteco da final de 2021 e 2025. Seria inédito que os mesmos times se encontrassem pela terceira vez em uma final de Libertadores. Em 2025, os dois rivais disputaram a taça no Estádio Monumental de Lima, no Peru, com vitória do Rubro-Negro por 1 a 0, gol do zagueiro Danilo.

O Flamengo, porém, não fez a parte que lhe cabia e decepcionou os cerca de 70 mil torcedores que lotaram o Maracanã na expectativa pela sexta final de Libertadores do clube – seria a quarta em oito anos. No tempo normal, mesmo com um homem a mais durante quase todo o segundo tempo, o time não saiu do zero com o Estudiantes, repetindo o placar do jogo de ida, no Estádio Jorge Luís Hirschi, em La Plata.

O pior viria na disputa de pênaltis, que terminou com vitória do Estudiantes por 3 a 2. Marcado por falhas na última Copa do Mundo, o goleiro uruguaio Fernando Muslera foi o herói argentino ao defender as cobranças do volante Jorginho, batedor oficial do time carioca, do meia Lucas Paquetá, que custou R$ 315 milhões aos cofres rubro-negros, sendo a contratação mais cara da história do clube, e do atacante Bruno Henrique.

Palmeiras também precisou dos pênaltis

Na última quarta-feira (21), o Palmeiras】 avançou à oitava decisão de Libertadores ao eliminar o Fluminense. O Verdão perdeu por 1 a 0 no Nubank Parque, gol do volante Hércules, e também dependeu dos pênaltis, mas se deu melhor e ganhou por 5 a 3. O goleiro Carlos Miguel salvou a cobrança do meia Nonato e foi o herói alviverde. Uma semana antes, no Maracanã, o time paulista havia ganhado por 2 a 1.

Topo da América em jogo

O Brasil está presente, de forma ininterrupta, em finais de Libertadores desde 2019. De lá para cá, esta será apenas a terceira vez, em oito edições, que a decisão não é 100% brasileira. No primeiro ano da estatística, o Flamengo levantou a taça contra o River Plate. Em 2023, o Fluminense conquistou o título diante de outro argentino, o Boca Juniors.

Soccer Football - Copa Libertadores - Semi Final - Second Leg - Flamengo v Estudiantes La Plata - Estadio Maracana, Rio Janeiro, Brazil - October 22, 2026 Flamengo's Bruno Henrique has his penalty saved by Estudiantes La Plata's Fernando Muslera REUTERS/Ricardo Moraes
Flamengo v Estudiantes La Plata – Estadio Maracana, Rio Janeiro, Brazil – October 22, 2026 Flamengo’s Bruno Henrique has his penalty saved by Estudiantes La Plata’s Fernando Muslera REUTERS/Ricardo Moraes – REUTERS/Ricardo Moraes/ Proibido reprodução

A final deste ano isolará Brasil ou Argentina como país com mais títulos da Libertadores. Os dois acumulam 25 conquistas, sendo que o futebol brasileiro nunca ocupou sozinho o topo do ranking.

Em 1963, o bi do Santos levou o Brasil à liderança com as mesmas duas conquistas do Uruguai – ambas do Peñarol. Dois anos depois, a dupla teve a companhia da Argentina, com as taças em sequência levantadas pelo Independiente. O tri do Peñarol, em 1965, significou a retomada da liderança pelo Uruguai. Os argentinos se igualaram aos vizinhos em 1967, após o título do Racing, e se isolaram no ano seguinte graças ao Estudiantes. Em 2025, por fim, o Brasil voltou a dividir o topo da estatística após 60 anos.

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