Ministério Público de São Paulo aponta que grupo colhia dados e negociava armamento pesado para planejar atentados contra o promotor Lincoln Gakiya e o diretor prisional Roberto Medina
Por Guilherme Jeronymo (Agência Brasil) — Publicado em 29/07/2026 às 08:59 – Foto: MPSP/Divulgação
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), denunciou quatro pessoas acusadas de monitorar a rotina do promotor de Justiça Lincoln Gakiya e do coordenador de unidades prisionais do Oeste Paulista, Roberto Medina. Segundo as investigações, o grupo atuava diretamente para a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
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De acordo com o Ministério Público, Gakiya e Medina são alvos constantes da organização criminosa desde 2018, ano em que investigadores interceptaram os primeiros bilhetes manuscritos contendo ordens expressas para a execução de ambos.
Divisão de tarefas e compra de armamento pesado
A denúncia aponta que os acusados — Victor Hugo da Silva, Wellison Rodrigo Bispo de Almeida, Sergio Garcia da Silva e Adilson Audinir Oliveira Junior — mantinham uma estrutura organizada em que cada um exercia funções específicas de vigilância sobre o cotidiano e os locais de moradia das autoridades.
Segundo o MP, Sergio e Adilson faziam a ponte com outros núcleos da facção, sendo Sergio o responsável direto por negociar a compra de armamento de grosso calibre. As investigações revelam que Sergio era o membro mais cauteloso na tentativa de ocultar registros de conversas, mantendo contato direto com as lideranças do topo da pirâmide da facção.
“Ficou claro que os denunciados, de forma coligada, atuaram no levantamento detalhado de rotinas, endereços e dados de autoridades públicas, com a finalidade de repassar as informações para a ‘Sintonia Restrita’, setor da organização criminosa responsável pelo comando, coordenação e execução de ações de maior relevância estratégica do grupo, que efetivaria o atentado contra a vida das vítimas”, destacou o promotor Juliano Carvalho Atoji na denúncia.
O MPSP concluiu que havia um fluxo contínuo e estruturado de dados, no qual as informações coletadas em campo eram repassadas para o alto comando do grupo, responsável por processar o material sensível e planejar a execução das ações violentas.
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