De acordo com a unidade, os tipos sanguíneos O+, A-, B-, AB- e O- estão em estado crítico. Uma única bolsa pode salvar até quatro vidas.
Por g1 Bauru e Marília – 17/01/2026 15h31
O Hemocentro de Marília (SP) entrou em nível crítico por conta do baixo estoque de quase todos os tipos sanguíneos e emitiu um alerta à população para a necessidade de doações. (veja abaixo como doar).
De acordo com a unidade, estão em estado crítico as bolsas de O+, A-, B-, AB- e O-. A falta compromete o atendimento a pacientes que dependem de transfusões.
A doação é um ato fundamental, já que o sangue não possui substituto artificial e uma única bolsa pode salvar até quatro vidas. No Hemocentro de Marília, elas podem ser feitas de segunda a sábado, das 7h às 13h, na Rua Lourival Freire, 240, no bairro Fragata.
O processo completo, desde a triagem até a coleta, leva em média 40 minutos. Para ser um doador de sangue, é necessário cumprir requisitos básicos como ter entre 16 e 69 anos, sendo que menores de 18 anos precisam de autorização dos responsáveis, e pesar no mínimo 50 kg.
O voluntário deve estar em boas condições gerais de saúde, ter dormido pelo menos 6 horas na noite anterior e não estar em jejum, embora deva evitar alimentos gordurosos nas três horas que antecedem a coleta.
Também existem restrições quanto ao uso de substâncias, como não ingerir bebidas alcoólicas 12 horas antes e evitar o fumo por pelo menos duas horas antes do procedimento. Em relação a doenças e vacinas, o Hemocentro orienta períodos específicos de espera:
Quem teve dengue deve aguardar 30 dias após a alta, enquanto para casos de Covid-19 o prazo é de dez dias após a recuperação total.
No caso de imunizações, quem recebeu a vacina contra Influenza ou a Coronavac pode doar após 48 horas, mas para as demais vacinas contra a Covid-19, como Pfizer ou AstraZeneca, o intervalo sobe para sete dias.
Os intervalos entre as doações também variam conforme o sexo: homens podem doar a cada 60 dias, respeitando o limite de quatro vezes por ano, e mulheres a cada 90 dias, com o máximo de três doações anuais.
Estão impedidos de doar pessoas com diagnóstico de hepatite após os 11 anos, gestantes, mulheres que estejam amamentando e indivíduos expostos a doenças transmissíveis pelo sangue, como Aids, Sífilis e Doença de Chagas. Para quem passou por cirurgias, a espera varia de três meses para procedimentos de pequeno porte a seis meses para os de grande porte.


