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Imprensa italiana detona seleção e dirigentes após terceiro fracasso seguido em Copas

País acumula terceira ausência seguida em Mundiais e vê pressão crescer sobre Gattuso e dirigentes

Por AFP — Milão – 01/04/2026 06h10

Após o terceiro fracasso consecutivo da Itália na tentativa de se classificar para uma Copa do Mundo, a imprensa italiana partiu para cima da seleção e, principalmente, dos dirigentes do futebol do país.

Assim como em 2018 e 2022, a Itália terá que assistir pela televisão ao Mundial de 2026, que será disputado nos Estados Unidos, México e Canadá. Diante de mais uma eliminação, jornais esportivos e generalistas adotaram um tom duro contra a equipe comandada por Gennaro Gattuso e contra o sistema do futebol italiano como um todo.

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“Todos para casa”, estamparam nas capas os principais diários esportivos do país, La Gazzetta dello Sport e Corriere dello Sport. A frase também apareceu como legenda em uma imagem publicada pelo La Repubblica, mostrando um jogador italiano caído no gramado, com a cabeça entre as mãos.

Para a Gazzetta, a derrota nos pênaltis para a Bósnia — após empate por 1 a 1 na prorrogação — representa o “terceiro apocalipse” do futebol italiano, cuja última participação em Copas do Mundo foi em 2014. O jornal destaca ainda um dado simbólico: pela primeira vez, jovens italianos chegarão à maioridade sem nunca terem visto a seleção disputar um Mundial.

Em editorial, o veículo criticou o desempenho dos jogadores — especialmente o zagueiro Alessandro Bastoni, expulso ainda no primeiro tempo — e colocou em dúvida a permanência de Gattuso no comando da equipe.

Mas as críticas mais duras foram direcionadas aos dirigentes, com o presidente da Federação Italiana, Gabriele Gravina, no centro das cobranças. Para a imprensa, a Itália já não faz parte da elite do futebol mundial.

Outros jornais também adotaram tom semelhante. O La Stampa classificou o momento como “um desastre”, enquanto o Corriere della Sera falou em “maldição das Copas” e defendeu uma reconstrução urgente.

O mesmo jornal destacou que o impacto emocional já mudou: “A raiva de oito anos atrás e o espanto de quatro anos atrás já não existem”. E concluiu com ironia: os italianos agora terão que se contentar em acompanhar outros esportes, como o tênis de Jannik Sinner ou a Fórmula 1 — “mas não é a mesma coisa”.

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