Cidade teve 239 confirmações até julho, segundo a Secretaria de Saúde; doença silenciosa pode ser diagnosticada com teste rápido na rede pública.
Por TV TEM- Publicado em 09/08/2026 às 22:29 – Foto: Ivomar Gomes/Secom-JP
O município de Marília (SP) registrou um aumento de 23,83% nos casos de sífilis nos primeiros sete meses de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Dados divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde apontam que foram confirmadas 239 infecções entre janeiro e julho, contra 193 registros no mesmo intervalo em 2025 — o que representa um acréscimo de 46 diagnósticos.
O levantamento detalha a elevação nos casos de sífilis adquirida (+40 confirmações) e entre gestantes (+10 casos). Por outro lado, a sífilis congênita — transmitida da mãe para o bebê durante a gestação ou o parto — apresentou queda, registrando quatro casos a menos que no ano passado.
Características da infecção e formas de prevenção
Provocada por bactéria, a sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) caracterizada por seu comportamento silencioso. Segundo o médico infectologista Amin Ibn Chahrur, a ausência de sintomas aparentes dificulta a identificação precoce da enfermidade.
”A sífilis pode se manifestar desde formas assintomáticas ou com poucos sintomas até formas primárias, que são aquelas lesões pequenas na genitália. Então é muito importante a realização mais precoce da testagem rápida”, explicou o especialista em entrevista à TV TEM.
O médico ressaltou ainda que o uso de preservativo (camisinha) nas relações sexuais permanece como a principal e mais eficaz medida de prevenção contra a sífilis e outras ISTs.
Diagnóstico rápido e tratamento gratuito
Para conter o avanço da doença, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza testes rápidos gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Marília. O exame é simples, realizado mediante a coleta de uma gota de sangue do dedo, e o resultado sai em cerca de 20 minutos com garantia de sigilo.
Nos casos em que a infecção é confirmada, o tratamento medicamentoso é fornecido de forma integral e gratuita pela rede pública, por meio das unidades de saúde e do Serviço de Assistência Especializada (SAE).


