Dados divulgados pelo Serviço de Alterações Climáticas do Copernicus revelam que a temperatura média dos oceanos extrapolares atingiu 20,96°C, superando a marca histórica anterior.
Por Lusa – Publicado em 10/08/2026 – 08:29
A temperatura global da superfície do mar em julho atingiu o nível mais elevado já registrado na história, informou nesta segunda-feira (10) o Serviço de Alterações Climáticas do Copernicus (C3S), observatório ligado à União Europeia (UE).
📲Participe do canal do Portal da Cidade de Marília no WhatsApp
A temperatura média dos oceanos extrapolares (fora das calotas e regiões polares extremas) chegou a 20,96°C no mês passado, superando o recorde anterior de 20,89°C, medido em 2023.
Entre os principais fatores para essa elevação estão as temperaturas atípicas no Pacífico tropical, impulsionadas pelo fenômeno meteorológico El Niño, que deve se fortalecer ainda mais nos próximos meses. Na Europa, ondas de calor marinhas intensas no Atlântico e no Mediterrâneo ocidental afetaram gravemente ecossistemas e comunidades costeiras.
Onda de calor, seca e crise hídrica na Europa
A parte ocidental do continente europeu viveu o período de junho e julho mais quente da história, registrando 21,62°C (2,79°C acima da média histórica). A sequência de ondas de calor intensificou a seca iniciada em maio.
Países como França, Espanha, Alemanha e Reino Unido registraram volumes de chuva e umidade do solo excepcionalmente baixos. Como consequência, o nível de rios estratégicos — como o Sena, o Reno e o Danúbio — despencou, prejudicando o abastecimento de água, a irrigação agrícola e a geração de energia.
“Os sistemas de alta pressão persistentes concentraram calor sobre a Europa ocidental; as temperaturas extremas também amplificaram as secas generalizadas. À medida que os solos secam, perdem a capacidade de proporcionar frescura de forma natural. É um exemplo claro de como as alterações climáticas estão intensificando as temperaturas extremas”, explicou Samantha Burgess, do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas a Médio Prazo.
Mês de julho foi o segundo mais quente do ar no planeta
Em escala global, o mês de julho foi o segundo mais quente já registrado para a temperatura do ar na superfície, empatando com julho do ano passado em 16,90°C — ficando atrás apenas de julho de 2023 e permanecendo 1,47°C acima da média pré-industrial (1850-1900).
O calor e a seca também impulsionaram incêndios florestais devastadores no sul e oeste europeu.
“O mês passado foi testemunha de uma atividade de incêndios florestais excepcional na Europa ocidental, em termos de área queimada e emissões. Incêndios de maior dimensão produzem mais fumaça em alta altitude, permitindo que a poluição se desloque para países a milhares de quilômetros”, alertou Laurence Rouil, diretora do Serviço de Monitorização da Atmosfera do Copernicus.
Leia mais 📲https://portaldacidademarilia.com.br/


