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Novembro Azul além do check-up: o que as unhas, pelos e cabelos podem revelar sobre a saúde dos homens?

Sinais visíveis no corpo podem indicar desequilíbrios hormonais, deficiências nutricionais e até doenças sistêmicas, alerta dermatologista

Publicado em 25/11/2025 – 08:39

Quando chega o Novembro Azul, quase todos os holofotes se voltam para os exames internos e os cuidados com a próstata. Mas muitos sinais importantes sobre a saúde masculina estão bem mais visíveis do que se imagina, literalmente na ponta dos dedos, no couro cabeludo e até nos pelos do corpo. No mês dedicado ao check-up interno, especialistas reforçam a importância de manter a atenção também em alterações externas do corpo, que podem funcionar como indicadores precoces de desequilíbrios hormonais, deficiências nutricionais e até doenças sistêmicas. A avaliação é da dermatologista Marcelle Salvadio, da Hapvida, que alerta: o corpo costuma avisar muito antes de os sintomas mais graves aparecerem.

Em outras palavras: antes mesmo de um exame laboratorial apontar que algo está fora do normal, o próprio corpo pode emitir alertas coloridos, texturizados e nada discretos. E ignorá-los pode atrasar diagnósticos importantes, inclusive de doenças hormonais, metabólicas e até sistêmicas.

Atenção nas unhas

Marcelle explica que as unhas funcionam como verdadeiros marcadores clínicos. Alterações de cor, por exemplo, podem ter significados bem específicos.
“A unha branca pode indicar desde anemia até doenças renais ou hepáticas. Já a amarelada pode estar ligada a diabetes, problemas da tireoide, deficiência de vitamina B ou até fungos”, afirma a dermatologista.

Outras cores também acendem alertas importantes. “Unhas azuladas podem sugerir doenças cardíacas ou pulmonares, porque indicam baixa oxigenação. E, quando ficam acastanhadas, podem estar relacionadas a doenças renais ou até uma melanoníquia, que pode ser de origem hormonal, racial ou tumoral”, completa. Pequenos pontos ou linhas brancas, muitas vezes ignorados, também falam: podem sinalizar deficiência de zinco, cálcio e proteína, ou apenas pequenos traumas do dia a dia.

Cabelos

Embora muitos homens atribuam a queda capilar à herança familiar, Marcelle reforça que o tema é muito mais complexo.
“A queda de cabelo não é sempre associada à genética. Existem várias causas, como alopecia androgênica, eflúvio telógeno, dermatite seborreica, infecções fúngicas, alterações hormonais, metabólicas, medicamentos e até estresse”, explica.

E, no contexto do Novembro Azul, uma preocupação importante se destaca. Pesquisas recentes sugerem que, embora o surgimento de cabelos grisalhos seja visto como um simples sinal de envelhecimento, os fios brancos podem também refletir também um mecanismo interno de proteção do organismo contra danos celulares associados ao câncer de pele.

Além disso, alguns tratamentos contra o câncer de próstata podem impactar diretamente na saúde dos fios, causando queda ou mudanças na textura do cabelo, mais um motivo para atenção redobrada indica Marcelle.

Pelos corporais

Se os fios da cabeça falam, os pelos do corpo não ficam atrás. Eles também sofrem alterações ao longo da vida, muitas vezes impulsionadas por mudanças hormonais naturais, mas nem sempre inofensivas.
“Com a idade, os pelos mudam. Pode ocorrer queda progressiva de testosterona, DHEA e outros hormônios metabólicos. O resultado pode ser pelos mais finos, crescimento lento, aparecimento de pelos nas orelhas e nariz, além de sinais gerais como cansaço, perda de libido e de massa muscular”, detalha Marcelle.

Ou seja: quando os pelos mudam, não é apenas estética, é a fisiologia falando alto.

Atenção imediata

A médica lembra, contudo, que nem todos os sinais do corpo estão na superfície, embora muitos deles já ajudem a levantar suspeitas.

No caso específico do câncer de próstata, mesmo que ele costume ser silencioso no início, alguns sintomas devem acionar alerta máximo: sangue na urina ou no sêmen, dor óssea intensa, dificuldade para urinar, jato urinário fraco e dor pélvica.

E há também os sinais mais avançados, como perda de peso sem causa aparente, inchaço nas pernas, fraqueza importante e diminuição do apetite.

Para Marcelle, o segredo é olhar o corpo com mais atenção.
“Todo homem precisa conhecer o seu corpo. Quando houver algum sinal de alarme progressivo e recorrente que foge da rotina, é necessário procurar um médico especialista”, orienta.

Ela reforça que, no caso do câncer de próstata, fatores como idade, PSA, toque retal e histórico familiar são fundamentais para prevenir complicações, mas isso não exclui o valor dos pequenos sinais visíveis no dia a dia.

Marcelle Salvadio, Dermatologista da Hapvida

Sobre a Hapvida

Com 80 anos de experiência, a Hapvida é hoje a maior empresa de saúde integrada da América Latina. A companhia, que possui mais de 73 mil colaboradores, atende quase 16 milhões de beneficiários de saúde e odontologia espalhados pelas cinco regiões do Brasil.

Todo o aparato foi construído a partir de uma visão voltada ao cuidado de ponta a ponta, a partir de 86 hospitais, 80 prontos atendimentos, 365 clínicas médicas e 301 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial, além de unidades especificamente voltadas ao cuidado preventivo e crônico. Dessa combinação de negócios, apoiada em qualidade médica e inovação, resulta uma empresa com os melhores recursos humanos e tecnológicos para os seus clientes.

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