Com registros em Pérola d’Oeste e Ponta Grossa, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforça o monitoramento. A doença, transmitida por roedores silvestres, exige atenção redobrada em ambientes rurais e galpões fechados.
Por G1 PR e RPC – Publicado em 08 de maio de 2026 às 15:26 – Foto: Adobe Stock
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) confirmou, nesta sexta-feira (8), dois casos de hantavírus no Paraná. Os pacientes são um homem de 34 anos, morador de Pérola d’Oeste (Sudoeste), e uma mulher de 28 anos, de Ponta Grossa (Campos Gerais). Além das confirmações, o estado investiga outros 11 casos suspeitos, enquanto 21 já foram descartados.
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O alerta em torno da zoonose cresceu após a Organização Mundial da Saúde (OMS) relatar mortes por hantavírus em um cruzeiro que partiu da Argentina. No entanto, as autoridades paranaenses reforçam que os casos locais não possuem relação com o surto no navio. A preocupação em Pérola d’Oeste deve-se à proximidade com a fronteira argentina, país que registrou 101 infecções desde junho de 2025.
O que é e como ocorre a transmissão
O hantavírus é uma doença transmitida principalmente por roedores silvestres. A contaminação ocorre, na maioria das vezes, pela inalação de partículas eliminadas através da urina, fezes ou saliva dos animais infectados. Ambientes fechados e com pouca ventilação, como paióis, silos e galpões, são locais de alto risco, pois facilitam a suspensão dessas partículas no ar.
Sintomas e Gravidade
Na fase inicial, o quadro clínico pode ser confundido com uma gripe forte. Os principais sintomas incluem:
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Febre e dores de cabeça;
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Dores musculares e mal-estar geral;
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Sintomas gastrointestinais.
Em situações graves, a doença evolui para a Síndrome Cardio-Pulmonar por Hantavírus, apresentando falta de ar, tosse seca e insuficiência respiratória. De acordo com a infectologista Gabriela Gehring, a evolução para formas graves depende de cada organismo, mas o suporte médico imediato é crucial, já que não existe um tratamento antiviral específico para a doença.
Como se prevenir
A Sesa recomenda que a limpeza de locais que possam abrigar roedores seja sempre úmida (utilizando água e desinfetantes), nunca varrendo a seco, para evitar que a poeira contaminada seja inalada. Outras medidas incluem:
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Manter terrenos limpos e sem entulhos;
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Armazenar alimentos em recipientes hermeticamente fechados;
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Utilizar luvas e calçados fechados durante a limpeza de depósitos.
A rede pública de saúde segue em monitoramento contínuo e orienta que qualquer pessoa que apresente sintomas após exposição a ambientes rurais procure atendimento médico imediatamente.
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