Segunda fase da ação apura cerca de 2 mil atendimentos realizados irregularmente em dois anos
Por Agência SP – Publicado em
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As diligências ocorrem na capital paulista e nos municípios de São Bernardo do Campo, Guarulhos, Poá e Mogi das Cruzes.
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Segundo a investigação, dois homens se passavam por médicos em um hospital particular localizado na zona leste e teriam realizado cerca de 2 mil atendimentos ao longo de dois anos. O inquérito policial apontou ainda que nove pacientes morreram em decorrência de supostos erros e falhas nos atendimentos prestados.
As apurações também identificaram indícios de omissão e negligência por parte da unidade hospitalar. Por determinação judicial, a gestora operacional e o diretor clínico do hospital serão afastados de suas funções enquanto as investigações prosseguem.
“Estamos falando de pessoas que exerceram ilegalmente uma profissão que lida diretamente com vidas. A investigação aponta uma atuação clandestina prolongada, com consequências gravíssimas para pacientes e indícios de falhas que vão além dos falsos médicos. Nosso trabalho agora é aprofundar a apuração para responsabilizar todos os envolvidos nesse esquema”, pontuou o delegado titular do 22° DP, Mariano de Araújo.
A operação, que segue em andamento, mobiliza 13 viaturas, três delegados, 35 investigadores e seis escrivães. Até o momento, um alvo foi localizado.
Sobre a primeira fase da operação
A primeira fase da Operação Hipócrates aconteceu em 16 de dezembro do ano passado, quando os agentes cumpriram cinco mandados de busca e apreensão em um hospital da zona leste.
A ação foi um desdobramento de um inquérito instaurado para apurar crimes de exercício ilegal da profissão, estelionato e uso de documentos falsos. As investigações prosseguiram até que os alvos foram identificados.
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