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Secretaria Municipal dos Direitos Humanos de Marília presta atendimento às famílias indígenas que estão por passagem pela cidade 

Grupo de povos originários do Brasil permanece na zona Leste para vender artesanatos e recebe amparo do Núcleo de Apoio Humanitário e da Secretaria da Assistência Social

Integrantes de uma tribo indígena de Tamarana (PR), município localizado a 50 quilômetros de Londrina, e 260 quilômetros de Marília, montaram acampamento na avenida das Esmeraldas (em terreno localizado nas proximidades do colégio Criativo). O grupo de povos originários do Brasil, da etnia kaingang, passou por atendimento do Núcleo de Apoio Humanitário da Secretaria Municipal dos Direitos Humanos de Marília e da Prefeitura Municipal de Marília, conforme informou a secretária municipal de Direitos Humanos, Wania Lombardi.

“Um grupo de indígenas chegou em Marília no dia 18 de dezembro – segunda-feira desta semana – e está acampado na avenida das Esmeraldas, ao lado do colégio Criativo. São aproximadamente 20 pessoas, sendo crianças, mulheres e homens que vieram de Tamarana, no Estado do Paraná. Não aceitam abrigo oferecidos pelo Município, pois optam por ficar em acampamentos. Vieram com o objetivo de vender seus artesanatos em Marília”, informou a secretária Wania Lombardi.

A Secretaria Municipal de Direitos Humanos de Marília esteve no local com a equipe do Núcleo de Apoio Humanitário, quando conversou com as famílias e também verificou as necessidades emergenciais. Todas as solicitações foram encaminhadas à Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social. “E, em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social, faremos o acompanhamento durante o período que estiverem em nosso Município”, salientou Wania Lombardi.

Os povos indígenas ganharam em 1º de janeiro de 2023 um ministério específico dentro da estrutura organizacional do governo federal, o Ministério dos Povos Indígenas – também chamado de Ministério dos Povos Originários do Brasil. Outro importante marco para os povos indígenas em 2023 foi a eleição para a Academia Brasileira de Letras, a ABL, do primeiro escritor índio para uma das cadeiras permanentes. O autor Ailton Krenak, de ‘Ideias para adiar o fim do mundo’, entre outras obras, é o primeiro imortal da ABL de origem indígena. A Constituição Federal de 1988 assegura aos povos indígenas o respeito à sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições. Conforme o caput do Artigo 231 da Constituição, os indígenas no Brasil, têm o direito à diferença, ou seja, de serem índios e de permanecerem como tal indefinidamente. “São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens”, assegura o Artigo 231.

Os kaingangs eram os povos originários da região de Marília e habitavam as terras das redondezas quando da chegada da expedição ao Rio do Peixe, organizada no começo do século passado por ordem do governo estadual da época e que deu início à colonização do Oeste paulista. Em Tamarana, no Paraná, existe a terra indígena de Apucaraninha, onde pelo menos 1.500 índios da etnia kaingangs vivem distribuídos em cinco aldeias. Os povos originários do Brasil possuem proteção do Estado e são reconhecidos como guardiães da terra, do mar e das matas e florestas.

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