Com saúde delicada, Pontífice acenou para fiéis e pediu que colaborador lesse texto de oração antes de proferir bênção final
Por O Globo com agências internacionais — Cidade do Vaticano 20/04/2025 07h03 Atualizado agora
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Milhares de católicos se reuniram na Praça de São Pedro, no Vaticano, neste Domingo de Páscoa, na esperança de ver o Papa Francisco, que deixou o hospital há menos de um mês e ainda se recupera do quadro de uma pneumonia bilateral. O Pontífice de 88 anos apareceu na sacada da Basílica de São Pedro, acenou para os fiéis e lhes desejou “Boa Páscoa”. Com a voz fraca, disse poucas palavras à multidão e repassou o microfone a um colaborador.
Ao final da aparição, que durou pouco mais de 20 minutos, o argentino abençoou os féis. Na sequência, surpreendeu-os com uma volta na praça em seu papamóvel.
Até a manhã deste domingo, ainda havia dúvidas sobre uma possível aparição de Francisco. A assessoria de imprensa da Santa Sé indicou que ele queria participar, mas destacou que tudo dependeria das condições de saúde e do clima. Neste domingo, o Vaticano amanheceu nublado, sem chuva.
— Caros irmãos e irmãs, Boa Páscoa — destacou Francisco, antes de anunciar que o mestre de cerimônias leria o seu discurso.
Como Francisco ainda está fraco e tem dificuldade para falar, apesar de melhoras em sua capacidade respiratória, a Santa Sé já havia indicado que ele poderia pedir ajuda a um colaborador.
“Não há paz possível onde não há liberdade religiosa, liberdade de pensamento e expressão”, diz trecho do discurso escrito pelo Papa Francisco para este domingo. O argentino pediu aos líderes políticos que “não cedam à lógica do medo que aprisiona” e que “quebrem as barreiras que criam divisões” e defendeu mais uma vez o desarmamento.
Pela primeira vez desde sua eleição em 2013, o líder de 1,4 bilhão de católicos perdeu a maioria dos eventos da Semana Santa, incluindo a Via Sacra perto do Coliseu na sexta-feira passada e a Vigília Pascal na noite de sábado.
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O único compromisso de Jorge Bergoglio nesta Semana Santa foi uma visita a uma prisão no centro de Roma na última quinta-feira, onde se encontrou com cerca de 70 detentos. É algo que ele faz todo ano.


