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Saúde incorpora transplante de membrana amniótica ao SUS para tratar diabetes e lesões oculares

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Tecnologia regenerativa promete acelerar a cicatrização em até duas vezes e beneficiar mais de 860 mil brasileiros anualmente

Por Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil – Publicado em: 16 de abril de 2026 – 15:45

O Ministério da Saúde oficializou a incorporação do transplante de membrana amniótica no rol de tratamentos oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A medida, que recebeu parecer favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), foca especialmente no tratamento de feridas crônicas decorrentes do diabetes e em patologias oculares complexas.

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A estimativa do governo é que a nova tecnologia alcance 860 mil pacientes por ano, representando um avanço significativo na medicina regenerativa pública.

O que é a membrana amniótica?

O tecido é coletado de forma ética e segura durante a realização de partos. Na medicina, ele atua como um potente curativo biológico devido às suas propriedades:

  • Ação Anti-inflamatória: Reduz o inchaço e a dor no local da aplicação.

  • Capacidade Cicatrizante: Estimula a regeneração celular acelerada.

  • Redução de Riscos: Diminui as chances de infecções secundárias em feridas abertas.

Impacto no Pé Diabético e Oftalmologia

Um dos maiores benefícios da incorporação será sentido por pacientes com pé diabético. Estudos que fundamentaram a decisão indicam que o uso da membrana permite uma cicatrização até duas vezes mais rápida em comparação aos curativos convencionais, reduzindo drasticamente o risco de amputações.

Na área oftalmológica, o tecido será utilizado para tratar:

  1. Queimaduras oculares e úlceras de córnea.

  2. Glaucoma e inflamações graves.

  3. Perfurações e lesões nas pálpebras.

“O novo curativo biológico contribui para a redução do risco de novas lesões e melhora a qualidade da visão, sendo uma opção eficaz para casos que não respondem aos tratamentos tradicionais”, afirmou o Ministério da Saúde em nota oficial.

Histórico no SUS

Vale lembrar que a tecnologia não é inédita na rede pública brasileira: desde 2025, a membrana amniótica já era utilizada com sucesso no tratamento de queimaduras extensas. A expansão atual consolida o Brasil como referência no uso de tecidos biológicos para o controle de doenças crônicas e oftalmológicas.

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