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Dirigentes da Acim se mobilizam em defesa das micro e pequenas empresas de Marília

 

Reunião em São Paulo, na sede da Facesp, inicia nova fase de mobilização da classe empreendedora paulista

Publicado em 24/02/2026 – 17:29

O presidente da Associação Comercial e de Inovação de Marília, Carlos Francisco Bitencourt Jorge, participa de reunião envolvendo os vice-presidentes da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo, na sede da instituição em São Paulo, quando uma nova mobilização em defesa das micro e pequenas empresas, responsáveis pela maior geração de emprego e renda no País, começa a ser desenvolvida em meio a um importante ano eleitoral e uma polarização dos debates que impactam diretamente os pequenos negócios. “Nossa Rede de Associações Comerciais inicia uma nova ação de luta, mobilização e conscientização”, disse o dirigente mariliense que está como vice-presidente da Facesp na Região de número 15 do órgão paulista.

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Durante reunião as lideranças do sistema associativista definiram três pautas prioritárias para 2026: protagonismo nas eleições, com apoio a propostas alinhadas à classe empreendedora; mobilização nacional pela aprovação do voto distrital; e a construção de um manifesto contra a redução da escala 6×1, com o objetivo de dar voz à insatisfação do setor produtivo.

“Tudo isso visa fortalecer o posicionamento contrário à diminuição da jornada de trabalho, em que as associações comerciais receberão dados técnicos e econômicos que poderão ser compartilhados nos municípios e regiões, demonstrando os impactos negativos da proposta sobre a economia local e a sustentabilidade dos pequenos negócios”, disse o presidente da associação comercial mariliense, presente no encontro.

Participou da reunião, o conselheiro da Facesp, Guilherme Afif Domingos, que afirmou “categoricamente” que a redução da carga horária sem contrapartida em qualificação profissional representa “um desastre anunciado”. Segundo ele, o tema exige uma mobilização pública expressiva, iniciando por São Paulo, para demonstrar a insatisfação do setor produtivo diante da exclusão do debate.

“A mudança pode ser prejudicial aos próprios trabalhadores, ao comprometer a viabilidade financeira de milhares de pequenos negócios”, disse em tom enfático ao mostrar-se preocupado com a aprovação na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. “Vamos apresentar aos colaboradores os impactos diretos da proposta, mostrando que muitos empreendedores não terão condições de manter o negócio em funcionamento, gerando demissões”, disse ao explicar os problemas que isto pode causar.

Para o presidente da CACB e Facesp, Alfredo Cotait Neto, trata-se de projetos com viés eleitoreiros, que ignoram efeitos estruturais sobre a economia. Segundo ele, há risco de decisões parlamentares orientadas pela busca de popularidade, sem análise de consequências de médio e longo prazo. Cotait defende uma atuação firme das associações comerciais e da sociedade civil organizada para expor a superficialidade do debate e os impactos reais sobre empresas, empregos e renda.

“A Facesp avalia que, por se tratar de um tema eleitoral, a reação precisa ser rápida, estruturada e contundente, apresentando alternativas concretas à proposta em discussão”, defendeu o dirigente que está a frente da Facesp, da Confederação das Associações Comerciais do Brasil (CACB) e da Associação Comercial de São Paulo.

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