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Pedras na vesícula podem evoluir para quadro grave: entenda os riscos da colecistite aguda

Dados do Ministério da Saúde alertam para a prevalência de cálculos biliares no Brasil

Publicado em 14/04/2026 – 14:30 – Foto IA

A colecistite aguda, inflamação da vesícula biliar, é uma condição comum que pode evoluir rapidamente para quadros graves quando não diagnosticada precocemente e tratada a tempo. Na maioria dos casos, está relacionada às pedras na vesícula, que atingem cerca de 10% a 20% dos brasileiros, segundo o Ministério da Saúde.

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Essas pedras podem bloquear a saída da bile (líquido produzido pelo fígado que auxilia na digestão), causando seu acúmulo na vesícula e iniciando o processo inflamatório. O Dr. André Augusto Pinto, cirurgião geral e do aparelho digestivo da Clínica Gastro ABC, explica que é importante ficar atento aos sinais do corpo para evitar possíveis complicações.

“A principal causa da colecistite aguda é esse bloqueio da bile por pedras na vesícula. A partir disso, pode surgir uma inflamação que, se não tratada, pode evoluir para infecção, perfuração da vesícula ou até quadros mais graves.”

A doença é mais comum em mulheres acima dos 40 anos, especialmente aquelas que já tiveram filhos ou possuem histórico de obesidade. No entanto, pode atingir qualquer pessoa, inclusive homens, sendo rara no público infantil.

Os sintomas mais frequentes incluem dor intensa no lado direito do abdômen, náuseas, vômitos, febre e desconforto após a ingestão de alimentos gordurosos. Em casos mais avançados, podem surgir sinais como pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.

O perigo da colecistite aguda está na sua rápida progressão. Sem tratamento, a inflamação pode se agravar, levando a infecção, rompimento da vesícula e até infecções graves no abdômen.

O diagnóstico é feito por meio de ultrassonografia abdominal, um exame simples e não invasivo associado à avaliação clínica e a exames laboratoriais. Já o tratamento é, na maioria dos casos, cirúrgico, com a retirada da vesícula biliar, procedimento considerado seguro e amplamente realizado.

Segundo o Dr. André Augusto, a prevenção está diretamente ligada ao estilo de vida. “Manter uma alimentação equilibrada, com menos gordura e mais fibras, além de controlar o peso, ajuda a reduzir o risco de formação de cálculos”, afirma. Ele também faz um alerta sobre o emagrecimento rápido:

“Perdas de peso muito aceleradas, seja por cirurgia bariátrica ou uso de medicações, podem favorecer a formação de pedras na vesícula.”

Embora nem sempre seja possível evitar totalmente o surgimento dos cálculos, identificar precocemente os sinais faz toda a diferença. “Mesmo sintomas leves, como desconforto após consumir alimentos gordurosos, já merecem atenção. O diagnóstico precoce evita a evolução para quadros mais graves, como a colecistite aguda”, finaliza o Dr. André Augusto Pinto.

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