Entenda as diferenças entre os imunizantes, quem deve tomar cada um e por que eles são complementares na estratégia de saúde
Por G1 – Publicado em 20/04/2026 -09:20
Com a chegada do outono e a subida sazonal das doenças respiratórias, a busca por imunização cresce nos consultórios. No entanto, não existe uma “vacina única”: a proteção eficiente depende da combinação de diferentes doses, ajustadas por idade e condições de saúde.
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Alvos diferentes, proteção somada
As vacinas não competem entre si; elas protegem contra agentes específicos com riscos distintos.
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Gripe (Influenza): Atualizada anualmente para as cepas circulantes.
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Pneumocócica: Foca na bactéria Streptococcus pneumoniae (causadora de pneumonia e meningite).
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VSR (Vírus Sincicial Respiratório): Principal causa de bronquiolite em bebês e internações em idosos.
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Covid-19: Combate as variantes do coronavírus e exige reforços periódicos.
Quando se vacinar?
A estratégia varia de acordo com a sazonalidade e o perfil do paciente:
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Gripe: O ideal é aplicar entre março e maio, antes do pico do inverno.
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Covid-19: Recomendado reforço a cada 6 meses para grupos de risco e idosos.
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Pneumocócica e VSR: Podem ser tomadas em qualquer época, dependendo da indicação médica por idade ou doenças crônicas (como asma e diabetes).
Pode tomar juntas? Sim! As vacinas são inativadas e não interferem uma na outra. Aplicar múltiplas doses no mesmo dia é uma estratégia segura para garantir a proteção completa mais rápido.
SUS vs. Rede Privada: Onde encontrar
| Vacina | Disponibilidade no SUS | Diferencial na Rede Privada |
| Gripe | Grupos prioritários (Trivalente) | Versão “High-Dose” para idosos |
| Covid-19 | Foco em grupos de risco | Oferta limitada/inexistente |
| Pneumococo | Infantil e grupos de risco específicos | Versões com cobertura de mais sorotipos |
| VSR | Recentemente incluída para gestantes | Disponível para idosos e comorbidades |
Vacinar não impede a infecção, mas muda o desfecho
Especialistas alertam: nenhuma vacina oferece proteção de 100% contra o contágio. O objetivo real é evitar casos graves, hospitalizações e mortes. Mesmo vacinado, o paciente pode apresentar sintomas; nesses casos, exames de painel respiratório são úteis para evitar o uso errado de antibióticos.
Alerta: Queda na cobertura vacinal
A confiança nas vacinas caiu após a pandemia. No último ano, a cobertura contra a gripe foi de apenas 55% entre grupos prioritários. A percepção de risco diminuiu, mas os vírus continuam circulando. A recomendação é clara: avalie seu risco individual e mantenha o calendário em dia.
Fonte: Entrevistas com Maria Isabel de Moraes-Pinto (Dasa) e Juarez Cunha (SBIm) ao g1.
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