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Violência doméstica em Marília: Jovem grávida é agredida e denuncia companheiro por tentativa de estupro

O crime de violência doméstica aconteceu no bairro Parque das Vivendas. A vítima, de 19 anos e gestante de seis meses, foi agredida com socos após recusar relações sexuais; o suspeito nega as acusações.

Por Redação – Publicado em 26 de maio de 2026 às 10:10

Um grave caso de violência doméstica e abuso chocou os moradores do bairro Parque das Vivendas, na zona oeste de Marília (SP). Um jovem de 19 anos foi preso em flagrante após ser denunciado por sua companheira, da mesma idade, por agressões físicas severas e tentativa de violência sexual. A vítima está no sexto mês de gestação.

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De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar na manhã do último sábado (23), as agressões começaram a se intensificar após a jovem recusar repetidos pedidos do companheiro para manter relações sexuais. A gestante relatou em depoimento que, em uma das discussões motivadas pela negativa, chegou a ser atingida com um soco na região da cabeça.

No dia subsequente, a situação agravou-se. Mesmo ciente do estado avançado de gravidez da parceira, o homem desferiu um soco na barriga da jovem após uma nova recusa.

Vítima foi agredida ao gritar por socorro

O estopim para a denúncia ocorreu na manhã de sábado, quando a jovem relatou ter acordado com o companheiro tentando remover suas vestimentas para forçar o ato sexual. Ao impor resistência e gritar por socorro, a vítima ouviu uma ameaça direta do suspeito: “Já que você está gritando, vou te dar um motivo para gritar de verdade.”

Na sequência, o agressor passou a desferir socos contra os seios da gestante. Após o término das agressões, a mulher conseguiu fugir do interior da residência e buscou amparo com os funcionários da portaria do condomínio residencial, que prontamente acionaram o telefone 190 da Polícia Militar.

Versão do suspeito e desdobramentos jurídicos

Ao ser interrogado pelas autoridades no plantão policial, o jovem apresentou uma versão divergente e negou qualquer tentativa de violência sexual. Em sua defesa, alegou que o atrito doméstico teria iniciado por um motivo fútil: a recusa dele em compartilhar o sinal de internet de seu aparelho celular com a companheira. O suspeito afirmou ainda ter sido atacado primeiro e que apenas agiu em legítima defesa para conter a mulher.

Apesar das alegações do rapaz, o delegado plantonista ratificou a prisão em flagrante com base nas evidências físicas apresentadas e nos relatos detalhados da vítima. Ele responderá pelos crimes de violência doméstica e tentativa de estupro, enquadrados na Lei Maria da Penha.

A Polícia Civil já peticionou ao Poder Judiciário a conversão da prisão em preventiva para garantir a integridade física da gestante, que aguarda o primeiro filho do casal. O andamento do inquérito e as medidas protetivas de urgência estão sob a responsabilidade da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Marília.

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